Ferramenta para jornalistas online

O conceito de reportagem assistida por computador está sendo repensado por teóricos do jornalismo. Isso porque hoje todas as reportagens são feitas com ajuda de ferramentas eletrônicas, independente da plataforma em que serão veiculadas. Mas eu penso que o conceito poderia ser modificado para reportagem assistida por sites de banco de dados.

Cada vez mais endereços eletrônicos disponibilizam dados para pesquisas de jornalistas. Basta ter o conhecimento para analisar as planilhas e gráficos e o resultado podem ser reportagens completas e interessantes. 

Nos EUA esse tipo de reportagem já é muito utilizada. E ainda surgem novas fontes para facilitar o trabalho dos repórteres seja pelo governo, seja pela iniciativa de empresas ou ongs.  O ProPublica, uma organização sem fins lucrativos dedicada ao jornalismo investigativo, acaba de lançar o ChangeTracker, uma ferramenta que monitora páginas do governo dos Estados Unidos, como whitehouse.gov, recovery.gov e financialstability.gov.

Cada atualização ou item apagado nos sites governamentais será disponibilizado na página do Propublica e no endereço da organização no Twitter. Também é possível assinar o serviço e receber alertas no próprio computador.

O ProPublica fornece também informações sobre a construção do rastreador. Saiba mais aqui.

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Redes sociais furam e viram notícia

Um fenômeno no mínimo intrigante anda acontecendo web afora. Que as redes sociais andam abocanhando boa parte da audiência já era sabido, mas que as redes sociais estão furando a CNN é novidade. Tanto que o fato virou notícia no G1 hoje. A notícia mostra que a foto do acidente com um Boeing 737 na Holanda entrou primeiro no Twitter e depois na CNN.

Aliás, periga a CNN não ter sido furada só em foto, mas também em imagem. Um colaborador do site de compartilhamento Qik transmitiu boletins ao vivo via celular direto do aeroporto de Amsterdã.

E como grandes redes de comunicação também estão em rede social, eu começo a enxergar a fusão dos grandes aglomerados com o jornalismo 2.0 ou eu estou delirando?

Filas são mania brasileira ou americana?

Brasileiro adora entrar em filas, o paulistano exagera na quantidade delas por todos os lados. O que eu não sabia era que essa cultura vinha dos EUA.

E como eu não nego a raça, peguei uma série de filas para conseguir o visto para pisar novamente na terra do tio Sam. Afinal, por algumas coisas vale a pena esperar em pé por três horas. Um visto por dez anos é uma delas.

No país do consumismo, esperar para comprar um produto com 50% de desconto, por um café na Starbucks, para comer um hambúrguer ou andar de montanha russa na Disney é natural. Assim como uma multidão fez questão de fazer fila para assistir à posse do novo presidente, quero dizer, fila foi bondade minha. Na verdade foi uma aglomeração, e fico imaginando como alguns não morreram pisoteados.

Tudo bem, eu compreendo a questão cultural. O que eu não consigo aceitar é por que foi preciso ficar três horas na fila para ser entrevistada(ou seria olhada?) por 10 segundos e ter o visto liberado. Hummm… talvez a fila seja um ritual tão valorizado nos EUA que o simples fato de aguentar uma manhã inteira ali no consulado foi a minha prova de fogo. Só pode ser essa a explicação.

Um diálogo de rapina

– Pra onde?
– Congonhas, por favor.
– Qual a companhia aérea?
– Nenhuma, fico no desembarque. De lá pego um ônibus para Guarulhos. 
– Eu te levo até Guarulhos.
– Não tenho dinheiro para pagar R$ 131 a viagem
– Te faço por R$100
– Muito caro, vou pagar R$40, taxi + ônibus.
– Te faça baratinho, R$ 80
– De R$ 131 para R$ 80? A margem de lucro anda gorda, hein?
– Iria fazer mais barato só para ti.
– Me deixa em Congonhas, por favor.

Tragédia no templo da fé

Igreja é lugar de buscar paz espiritual, conforto e proteção. Os fiéis frequentam os cultos, contribuem com dízimo pois precisam ter a certeza de que morrerão virtuosos e consequentemente subirão ao céus. 

Nos templos, se sentem protegidos por Deus e pelos irmãos que estão ao seu lado. Eles esperam que a salvação caia do céu não o teto de uma construção dita sagrada.

Mas em São Paulo, foi o telhado que veio ao chão deixando dezenas soterrados. Os números preliminares apontam sete mortes e 55 feridos.

Foto aérea do local do desabamento, na Zona Sul de São Paulo

Foto aérea do local do desabamento, na Zona Sul de São Paulo

Eu acredito em Deus, mas duvido de religiões.  Católica, Evangélica ou Protestante são apenas referências, formas de se elaborar o imaginário coletivo. Afinal a própria Bíblia Sagrada pode ser interpretada de diversas maneiras.

Minha  dúvida é: se Deus realmente está lá olhando por nós, por que ele deixou que essa tragédia acontecesse?

Concorrência bem-vinda

Lembro bem, a ida ao supermercado era uma diversão para mim em Brasília. Eu e o Cris ficávamos ligados nas propagandas com promoções e nos encartes dos supermercados.

Chocolate, salmão e filé mignon eram as nossas promoções preferidas.  Qualquer R$2 a menos nestes produtos nos conquistavam. Algumas vezes íamos de um super a outro para economizar até R$15 ou R$20.

Uma promoção de Coca light latinha por R$0,99 fazia a festa do mês. Nós compramos cerca de 40 latinhas. O preço normalmente era de R$1.09 a R$1,15. Só aí cerca de R$4 a menos.

Lembro de tudo isso porque começo a sentir que esse espírito competitivo está chegando aqui. Pelo menos as lojas estão se aproximando. O Carrefour da Zona Norte vai se instalar em frente ao Big. Mal posso esperar pela diversão dos preços baixos. Claro, a alegria do consumidor só vai estar completa quando o grupo Extra chegar ao sul!

Presidente da Era online

Barack Obama promete ser o presidente da era online, assim como Kennedy foi o presidente pioneiro no uso da televisão para se comunicar com as multidões. Na campanha, Obama obteve um apoio massivo de eleitores via web, principalmente do público mais jovem. Foi por meio da página de campanha que recebeu a maior parte das doações para seu comitê.

As redes sociais na internet potencializaram a candidatura e ajudaram o futuro presidente dos EUA a navegar rumo à Casa Branca. Já no ato de posse, a equipe de Obama dá sinais de que a web marcará presença nos próximos cinco anos de governo. A cerimônia tem um website próprio, o pic2009.org, que oferece ferramentas para a participação para o cidadão.

O desenho do site oficial da posse lembra os sites de campanha (MyBarackObama e Change.gov) no layout, cores e recursos

 O site coleciona emails de milhões de eleitores que apoiaram a campanha, oferece serviços como uma interface de mapa para ajudar os fãs a encontrarem os eventos da posse e estimula que cidadãos se inscrevam e promovam festas nas suas vizinhanças. O site é atualizado diariamente com textos, videos do YouTube e audioslides. O site ainda oferece notícias no Twitter (um site que mantém os inscritos bem informados sobre determinados assuntos) e serviço de notícias para telefone celular.

No dia 20 de janeiro, a cerimônia de posse será transmitida ao vivo pelo site. E a organização do evento oferece ainda imagens em tempo real de algumas festas da posse. A mais aguardada é a festa Neighborhood Ball, que deve ser a primeira parada para a família Obama. A festa da juventude será transmitida também pelo site, em parceria com a MTV. Mas como serão muitas comemorações, nem todas terão uma câmera Big Brother posicionada.

Obama começa a caminhada com o máximo de exposição e visibilidade, que pode indicar transparência nas decisões e nos atos politicos ou ficar no populismo online