Hip hop para inclusão

O canal Trilha Hip Hop nasce como um projeto de jornalismo com causa para dar visibilidade a manifestações culturais da periferia. O projeto digital tem o objetivo de mostrar artistas e bandas da cultura na região metropolitana de Porto Alegre.

O projeto foi criado por estudantes de jornalismo da Unisinos com supervisão desta que vos escreve. Os alunos prospectaram um produto digital a partir de três perspectivas: desenvolvimento do produto digital e experiência do usuário, produção de conteúdo jornalístico e relacionamento com os públicos-alvo.

O projeto foi desenvolvido em 2017 e contou também com apresentações de artistas da cultura hip hop e grafiteiros no ambiente universitário.

Trilha Hip Hop

Trilha Hip Hop está no Medium, Facebook e Instagram

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Tabuu e os paradigmas da beleza

O projeto digital Tabuu, paradigmas da beleza, é uma iniciativa de estudantes de jornalismo com causa. O objetivo do canal é produzir conteúdos para dialogar e combater preconceitos.

As pautas abordaram questões culturais sobre a aceitação coletiva das diferenças de gênero, a objetificação da mulher, os estereótipos trabalhados pela mídia, as questões emocionais do indivíduo inserido neste contexto.

O projeto foi desenvolvido em 20165na Unisinos com supervisão minha e teve o mérito  reconhecido com o prêmio únicos 2016.

Tabuu, paradigmas da beleza

Tabuu, paradigmas da beleza

Para explicar a convulsão no Egito

Explicar os factuais a ponto de contextualizar e esclarecer a origem dos acontecimentos é um desafio na web. Muitos sites não internalizaram  o recurso de memória tão rico à internet e ao jornalismo. O site explainer.net anda fazendo um trabalho de vigilância na operação online dos noticiosos em inglês. Neste mês, eles analisaram o quanto as coberturas do Egito estão preocupadas em situar os novos leitores, além de noticiar os fatos do dia.

O site usou como amostra as coberturas dos seguintes onliners: Al Jazeera, Los Angeles Times, Huffington Post, Mother Jones, Salon, National Journal.

Dos analisados, eu apontaria como a melhor leitura gráfica da notícia o National Journal. O site conseguiu organizar a informação em mapa, dar uma contextualização regional mais ampla do que acontece no Egito e explorar a linguagem gráfica de forma simples e intuitiva. Apesar disso, faltou informações em profundidade que poderiam estar em hiperlinks para outros textos.

O LA Times também soube explorar a linguagem interativa com uma representação gráfica e organizada dos fatos. O leitor é conduzido por abas para informações sobre a revolução, as reações, o destino de Mubarak e ainda tem a possibilidade de navegar em um agregador de últimas notícias.

O Mother Jones fez uma leitura guiada do que aconteceu no Egito em um bloco de texto. Em formato de perguntas e respostas, repleto de hiperlinks, o compilado de informações “guia” o leitor pela história, pelo ponto nevrálgico do conflito, pela influência da Tunísia, pelos factuais desde o início da cobertura e ensina como acompanhar os acontecimentos em tempo real nas mídias sociais. O site poderia ter explorado melhor a apresentação não linear desse conteúdo. Uma alternativa simples seria uma linha do tempo do conflito.

Já a melhor organização dos conteúdos foi feita pelo Huffington Post. É apenas uma página, organizada em colunagem mista de 2, 3 e 4 blocos de informação. A página traz a linha do tempo, perguntas e respostas, quem é quem?, fotos, vídeos, contexto e muitos hiperlinks para outros sites.

Seria melhor ainda se o Huff Post tivesse mapeado o conflito. Como não o fez, linkou para o mapa da BBC. A página trabalha com geolocalização das notícias, divisão dos fatos por semanas, links para a notícia dia a dia (página de narração dos acontecimentos) e textos de análise.

Me ajude a investigar

O jornalista britânico Paul Bradshaw criou uma ferramenta independente de jornalismo colaborativo. HelpMeInvestigate é um site simples no qual os usuários fazem provocações ou questionam situações da vida cotidiana e pedem ajuda para resolver.

Os “detetives” do site devem ter um perfil e aceitar o desafio de investigar o assunto. Os questionamentos resultaram em centenas de reportagens construídas a partir da sugestão e apuração dos leitores e dos mediadores.

A lógica é parecida com o Yahoo! Respostas, mas direcionado para a comunidade local de Birmingham, na Inglaterra. Para Bradshaw, esse modelo quebra o tabu de que uma grande reportagem precisa necessariamente ser secreta:

“Journalistas pensam que o jornalismo investigativo deve ser secreto, mas  [HelpMeInvestigate] deve ser visto como propriedade tanto da comunidade quanto dos jornalistas. As pessoas podem contribuir com seu conhecimento sobre determinado assunto e jornalistas sem nenhum recurso pode usar essa ferramenta para pedir ajuda. ”

Outros modelos parecidos de jornalismo colaborativo são FixMyStreet e o TheyWorkForYou, ambos na Inglaterra.

Leia mais sobre o assunto no The Guardian

A economia das redes sociais

Porto Alegre vai receber na semana que vem o autor do livro Socialnomics, Erik Qualman (@equalman). Ele vai participar do XI Fórum de Internet Coporativa que neste ano vai abordar os novos hábitos de consumo das classes populares, na esteira do crescimento do acesso à internet e da presença cada vez maior dos diferentes públicos em redes sociais.

Qualman mostra que as redes sociais alteram o mundo dos negócios e que a reciclagem e transformação dos negócios passa pelo conhecimento da nova realidade. O vídeo abaixo mostra um pouco do que o autor prega nas suas palestras e no seu livro.

O original do vídeo foi produzido em inglês e a versão em português abaixo possui pequenos erros de tradução e gramática.