Otimismo e inovação em jornalismo online

Na capital mundial de música ao vivo, em Austin, no Texas, uma vez por ano se reúnem executivos de mídia, jornalistas e pesquisadores para discutir tendências em jornalismo digital. A cidade não foi escolhida pela qualidade das músicas tocadas no happy hour, mas por abrigar a Escola de Comunicação da Universidade do Texas, referência no mundo em pesquisa empírica de jornalismo.

Organizada pelo professor universitário e diretor do Centro Knight para Jornalismo nas Américas, o brasileiro Rosental Calmon Alves, a edição de 2011 do Simpósio Internacional de Jornalismo Online trouxe inovação não apenas nos temas, mas também na seleção de convidados. Entre os presentes, um dos principais destaques foi um profissional de Tecnologia da Informação, o Filipe Fortes, que desenvolveu um software para publicação de notícias em dispositivos móveis (smartphones e tablets). Para jornalistas, a aproximação com a tecnologia se mostra de extrema relevância.

O otimismo dos palestrantes e as múltiplas possibilidades de engajamento com o público soaram como música aos ouvidos da plateia. O mercado norte-americano se recuperou e equiparou o número de contratações de 2010 em relação a demissões da crise de 2008. A experiência do Dallas Morning News e New York Times mostrou que os leitores fiéis não se importam em pagar por conteúdo. As mídias sociais aproximaram jornalistas da comunidade e a produção local desperta cada vez mais interesse. Essa composição nos traz a certeza de que o jornalismo se fortalece nas crises, até mesmo na da sua própria indústria.

Mais sobre o evento nos links abaixo:
Simpósio internacional discute inovações
Assista aos vídeos dos painéis

As apresentações compartilhadas

Novo código do NYTimes permite hiperlinks de parágrafos

Referência de informação no mundo todo, o New York Times alterou o  código embedado nas páginas e facilitou a vida dos blogueiros e redatores que remetem links para o site do jornal. O recurso ajuda a direcionar uma recomendação de leitura ou a origem de uma informação. Veja como funciona:

1 – Selecione o link para usar de referência. Veja o exemplo:
Egypt’s Military Dissolves Parliament; Calls for Vote
http://www.nytimes.com/2011/02/14/world/middleeast/14egypt.html?hp

2 – Escolha o parágrafo a ser destacado e adicione no final uma # + a letra p  (de paragraph) + o número do parágrafo.

Eu escolhi o parágrafo quatro da reportagem e o link acima ficou assim: http://www.nytimes.com/2011/02/14/world/middleeast/14egypt.html?hp#p4

Resultado: A página abre direto no quarto parágrafo.

3 – Outra funcionalidade é destacar em cores os parágrafos mais interessantes do texto. Na reportagem acima, eu julguei que o mais relevante estava nos parágrafos 1 e 12. Para mostrar isso ao meu leitor basta que eu adicione ao final da URL uma # + a letra h (highlight) + o número do parágrafo. Então o endereço acima ficou assim: http://www.nytimes.com/2011/02/14/world/middleeast/14egypt.html?hp#h1h12

Resultado: os parágrafos 1 e 12 ficaram destacados em amarelo como mostra o printscreen ao lado.

Mesmo que você use um redutor de URL como o bit.ly para compartilhar no Twitter, o código redirecionador é mantido.

O recurso dá um pouco de trabalho ao blogueiro para modificar a composição da URL, mas a utilidade de especificar um conteúdo ao leitor compensa o esforço.

Fonte: The Atlantic

The Independent conecta leitores e colunistas via Facebook

Para milhares de pessoas, o Facebook é a página inicial do navegador. Os sites dos jornais são visitados diariamente, mas não necessariamente pela capa principal. O jornal The Independent, da Inglaterra, se embedou na lógica de navegação por compartilhamento e encontrou uma solução para estar presente e oferecer um conteúdo direcionado.

A partir de um novo recurso no site do jornal, você pode apertar o botão do “Like” em uma matéria de determinados jornalistas, como de Johann Hari. Além de recomendar aquela leitura aos seus amigos, você passará a receber um alerta no seu Facebook a cada nova notícia publicada por aquele autor.

O recurso é mais um passo para integrar as notícias e o Facebook. Hoje a maioria dos veículos tem a sua “página” na rede social e posta ali alguns tópicos para estimular discussão.  Outros fizeram a experiência de transformar o compartilhamento em uma ferramenta de produção de reportagens, como o Financial Times. Veja que nestes casos a decisão do que publicar é do jornal.

O botão de like nas matérias do Independent dão ao leitor o poder de decidir se quer seguir e receber as demais matérias daquele autor. É parecido com o feed de “RSS”, mas com a vantagem de ser integrado à rede social e personalizado.

Al Qaeda lança revista em inglês

A Al Qaeda lançou uma revista de conteúdos políticos em inglês. A revista se chama Inspire (inspirar, em inglês) e a edição inclui uma “mensagem ao povo do Yemen” de Ayman Al-Zawahari, o número dois no comando da rede terrorista, e outro artigo do próprio Osama Bin Laden sobre “como salvar a terra”.

A veracidade da revista foi confirmada por oficiais do Governo americano ao editor de política do Atlantic, Marc Ambinder.

Local Trends feelings


Hoje o Twitter abriu o filtro dos trendings para brasileiros. Agora já é possível fazer pesquisa por palavras mais tuitadas no dia. Hoje, por exemplo, dia de eliminação no BBB 10, os termos mais visados tratam de participantes do reality show.

O filtro ainda não permite verificar as palavras mais tuitadas por cidades, mas o Twitter começa o movimento para se mundializar por meio de investimento em localismo.

Localismo no Twitter

Para jornalistas e blogueiros, o trending topics do Twitter é um indicativo dos assuntos mais populares do microblog no mundo. Diversas vezes, boatos e virais entraram na lista dos mais populares. Agora o Twitter está testando o Local Trends, por meio do qual o usuário poderá filtrar assuntos por países e cidades.

A lógica é usar a mesma matemática do Trending Topics associada à geolocalização.  Para o Techcrunch, a ação faz parte do esforço do Twitter de “limpar” a área de tópicos que anda poluída demais com sujeiras.

No entanto, por enquanto, poucos usuários têm acesso para testar. Uma delas é  LisaBarone que fez vários prints da ferramenta em uso. A revista INFO já adiantou que São Paulo está entre as cidades eleitas para a primeira fase. E o serviço estará nos seguintes países: Brasil, Canadá, Irlanda, México, Reino Unido e Estados Unidos.