Rota Pop | a gastronomia de cinema

Gastronomia e diversão na Rota Pop!

Gastronomia e diversão na Rota Pop!

O Rota Pop é um projeto desenvolvido por estudantes de jornalismo com o objetivo de  descobrir e experimentar novos bares, cafeterias e restaurantes relacionados à cultura pop na região metropolitana de Porto Alegre (RS).

Os jovens jornalistas em formação garimparam lugares deliciosos nas cidades onde moram para desvendar as histórias de pessoas por trás dos novos negócios. Encontraram narrativas divertidas e envolventes como essa do Funny Feelings, um bar-restaurante super querido da cidade de São Leopoldo. Depois de o Rota Pop divulgar o lugar, o empreendedor Fabiano Chaves do local já foi entrevistado pelo Jornal do Comércio e pela RBSTV.

O Rota Pop esteve no Medium, no Facebook e no instagram. O projeto teve duração de um semestre em 2017.

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Tabuu e os paradigmas da beleza

O projeto digital Tabuu, paradigmas da beleza, é uma iniciativa de estudantes de jornalismo com causa. O objetivo do canal é produzir conteúdos para dialogar e combater preconceitos.

As pautas abordaram questões culturais sobre a aceitação coletiva das diferenças de gênero, a objetificação da mulher, os estereótipos trabalhados pela mídia, as questões emocionais do indivíduo inserido neste contexto.

O projeto foi desenvolvido em 20165na Unisinos com supervisão minha e teve o mérito  reconhecido com o prêmio únicos 2016.

Tabuu, paradigmas da beleza

Tabuu, paradigmas da beleza

Vago mas excitante… | a criação da web

Tim Berners-Lee foi o criador da web. Ele trabalhava na área de informática do CERN, Organização Europeia para Pesquisa Nuclear, e percebia a dificuldade de organizar e dar acesso a todas as produções científicas desenvolvidas pelo centro. Os pesquisadores produziam e pouco compartilhavam com os demais colegas para que os estudos tivessem sequência.

Na década de 1980, Berners-Lee escreveu um memo sugerindo um sistema global de hipertexto baseado em protocolo http com endereços de URL como se fossem placas de sinalização para chegar a um destino, ou rótulos para diferenciar um produto de outro. Ou seja, o cara teve essa ideia brilhante de programar uma rede de conexões “amigável” para uso de qualquer pessoa, sem necessidade de conhecer o alfabeto de computação, basta conhecer um alfabeto universal para digitar um endereço web (URL, uniform resource locator). Escreveu a proposta ou plano e submeteu ao chefe dele no Cern. Captura de Tela 2015-08-08 às 19.55.07Ele achou que o chefe não havia nem lido, mas anos depois ele descobriu que o chefe não só havia lido, como também havia feito uma anotação no topo da página: ” Vague but exciting” (ver imagem acima).

No vídeo abaixo, Berners-Lee fala sobre essa história e outras. Fala inclusive sobre a proposta para uma web semântica. 

Anedota de um drama real

Ricardo Noblat inicia o livro A Arte de fazer um jornal diário com a anedota transcrita abaixo. Seria engraçado não fosse uma prática autodestrutiva da imprensa. Para ler, refletir e alimentar o debate.

TRAGÉDIA (OU COMÉDIA, SE PREFERIREM) EM UM ÚNICO ATO
Cenário: uma banca de jornal no centro de uma cidade.
Personagens: um jornalista que tenta comprar jornais e revistas e um cidadão de meia idade que lê as manchetes dos jornais expostos na banca.
Cidadão — Eu acho que conheço o senhor… O senhor é jornalista, não é mesmo?
Jornalista — É, eu sou…
Cidadão — Já vi sua fotografia no jornal…
Jornalista — É, ela já saiu algumas vezes…
Cidadão — Posso lhe perguntar uma coisa?
Jornalista — Veja, eu estou meio apressado… Mas pode perguntar, sim.
Cidadão — Por que os jornais se parecem tanto?
Jornalista — Como?
Cidadão — Por que os jornais são tão parecidos? Por que tratam quase sempre dos mesmos assuntos?
Jornalista — Porque notícias importantes interessam a todos eles. E são publicadas por todos.
Cidadão — E quem decide que uma notícia é importante?
Jornalista — Ora, nós sabemos quando estamos diante de uma notícia importante.
Cidadão — Então são os jornalistas que decidem quando uma notícia é importante?
Jornalista— Bem, digamos que seja…
Cidadão — E se os jornais se parecem tanto é porque os jornalistas pensam da mesma maneira?
Jornalista — Mais ou menos…
Cidadão — Quem compra jornal pensa como a maioria dos jornalistas?
Jornalista — Acho que não. Há pesquisas nos Estados Unidos que provam que não. Mas se compra é porque reconhece que os jornalistas sabem em geral escolher bem o que publicam.
Cidadão — Então os jornais vendem cada vez mais?
Jornalista — Não, a maioria dos jornais no mundo vende cada vez menos.

(O cidadão olha o jornalista com ar de espanto e se cala por alguns segundos. Quando vê que o jornalista faz menção de ir embora, retoma as perguntas.)

Cidadão — Por que os jornais têm tantas páginas?

Jornalista — Porque têm muitas notícias e anúncios.
Cidadão — E as pessoas têm tempo para ler tanta coisa?
Jornalista — Não. Cada vez elas têm menos tempo.
Cidadão — E tem aumentado o volume de anúncios nos jornais?
Jornalista — Pelo contrário.
Cidadão — Então por que os jornais não têm menos páginas?
Jornalista — Não sei… Mas o senhor está começando a me irritar..

(O cidadão parece claramente confuso. O jornalista se empenha em fazer de conta de que está apenas irritado com tantas perguntas.)

Cidadão — Jornal existe para quê?
Jornalista — Para informar as pessoas. Também para instruí-las e diverti-las.
Cidadão — Então tudo o que interessa às pessoas tem no jornal?
Jornalista — Quase tudo. Ou grande parte.
Cidadão — Os jornais publicam muitas notícias sobre política e economia, não é?
Jornalista — Publicam, sim.
Cidadão — Quer dizer que os leitores se interessam muito por elas?
Jornalista — Não, elas despertam cada vez menos interesse. Pelo menos da forma como são escritas ou apresentadas.
Cidadão — E que tipo de notícias desperta mais interesse nos leitores?
Jornalista — Notícias sobre temas que afetam mais diretamente a vida deles. Notícias, por exemplo, sobre saúde, educação, sexo, ciência, políticas públicas…
Cidadão — Mas os jornais não estão cheios delas, não é?
Jornalista — É. Não estão…

(A essa altura, o jornalista e o cidadão estão rodeados por meia dúzia de pessoas que passavam por ali e se interessaram pela conversa.)

Cidadão — Os jovens lêem jornais?
Jornalista — Lêem pouco. E cada vez menos.
Cidadão — Mas o que os jornais fazem para atraí-los?
Jornalista — Não fazem muita coisa.
Cidadão — Se não atraírem leitores jovens, no futuro os jornais não terão mais leitores, estou certo?
Jornalista — Está, sim. É mais ou menos isso.
Cidadão — Então a idéia dos jornalistas é acabar com os jornais…
Jornalista — O senhor me desculpe, mas tenho que ir embora.

(O jornalista sai de cena. O cidadão e as demais pessoas ficam por ali comentando baixinho o que ouviram. A cortina baixa.)

NOBLAT, Ricardo. A arte de fazer um jornal diário. São Paulo: Contexto, 2002.

Um pool universitário para um jornalismo de conexão Global

Imagine um programa que conecte Africa, América do Norte e América do Sul para discutir as diferenças culturais. Pense nesse programa com múltiplas câmeras e transmitido ao vivo. Idealize uma mesa de corte que permite divisão de tela em quatro, com participantes de distantes continentes aparecendo lado a lado. Você enxerga essa produção em ambiente universitário?

Eu duvidaria até conhecer um projeto de intercâmbio cultural bem interessante. A universidade de Ryerson, no Canadá, desenvolveu uma tecnologia de streaming ao vivo em tempo real para conectar estudantes em distantes continentes SEM DELAY – aquele tempo de espera até o sinal de São Paulo chegar a Shangai e vice-versa, sabe?.

A proposta é unir estudantes em uma rede de colaboração e interação internacional, na qual o jornalista em formação participa da produção de pauta à apresentação e é estimulado a pensar os temas locais em uma perspectiva internacional. A tecnologia de transmissão é 100% baseada em conexão web e não depende de alcance (nem do custo) do sinal de satélite. O primeiro programa foi produzido em abril de 2012 e envolveu estudantes do Canadá, Estados Unidos, Nova Zelândia e Dinamarca. O tema foi alimentação.

Os professores canadenses à frente deste projeto visitaram o campus da Unisinos em 2014 para apresentar as experiências e a tecnologia usada.

Inserção no cenário pop rock digital

Publicar uma produção musical não é difícil. Tem o YouTube, Soundcloud e tantos outros repositórios que permitem a armazenagem e reprodução de áudios. Mas para conseguir vender singles e ter uma agenda de show o trabalho de posicionamento deve ser planejado. Há muitos possibilidades de ver e ser visto na internet. Tantos caminhos que é preciso focar, priorizar, definir público, afunilar, compartilhar e ser transparente. Primeiro é necessário saber onde os seus fãs estão e estabelecer uma conversa.

PESQUISE SUA “MARCA”
Que tipo de presença na Internet? Pesquisar através de mecanismos de busca e redes sociais o posicionamento que tem. Vai lá joga o teu nome no Google, qual o resultado?

O que eles dizem sobre a minha carreira musical?
– Avaliar os comentários feitos por fãs e não fãs, quais são positivos, negativos ou simplesmente neutros. Em que meio tem maior presença online? Determinar quais são os meios que irão apoiar a comunicação online.

Qual a presença na web? Uma análise adequada da presença que tem em redes sociais e mecanismos de busca, isso vai ajudar a definir melhor os objetivos e estratégias.

PESQUISE O SEU PÚBLICO-ALVO (SEUS FÃS)
Qual é o meu público-alvo? Definir o público que deseja obter. Como eles participam da mídia online? Analisar o tipo de comportamento que esse público tem para saber como se comunicar com eles. Em que meios online participam, interagem e consomem o conteúdo? Identificar quais canais devem ser usados para se conectar ao público. Quem poderia ser os “influentes”? olhe quais fãs poderiam ser influente nas comunidades on-line.

PESQUISE A CONCORRÊNCIA
Quem são meus concorrentes? Identificar e analisar a sua concorrência em ações on-line. Analisar os canais de vendas. Quais são os canais de venda de música? Recolher os meios de comunicação social onde você pode vender as músicas online. Quem são os principais promotores? Defina quais potenciais promotores podem estar interessados em sua marca musical.

OBJETIVOS
Antes de definir os objetivos de comunicação, os jogadores devem determinar seus próprios objetivos musicais. Uma vez que estes são identificados é o momento de criar novas metas para ajudar a promover sua carreira musical. Aqui eu compartilho algumas perguntas-chave que você deve fazer para determinar seus objetivos de comunicação:

O QUE FAÇO PARA FICAR ONLINE?
Branding, se você posicionar ou melhorar a imagem na Internet.
Novos fãs, se você quiser criar uma comunidade online ou aumentar uma já existente.
Melhorar a reputação on-line, este tipo de objetivo é ideal para músicos que querem melhorar os seus comentários em redes sociais e a percepção dos fãs.
Promover um projeto de vídeo, individual ou música nova.
Vender, cada músico precisa sustentar sua carreira, seja através da venda de músicas ou contratação de direitos de imagem.

ESTRATÉGIAS E TÁTICAS

Para os músicos a principal estratégia é conseguir mais audiência (fãs) e as vendas, se conectar com as pessoas através dos conteúdos para gerar fidelidade e amor ao trabalho. As táticas são as ferramentas utilizadas para atender a objetivos e estratégias pré-definidos.

ESTRATÉGIA: COMUNICAR DE MANEIRA EFETIVA

Tática: Criar conteúdo de qualidade, original e totalmente relacionado com a marca.
Tática: Compartilhe conteúdo com experiências dos próprios músicos.

ESTRATÉGIA: INTERAÇÃO E CONVERSA COM OS FÃS

Tática: Criar comunidades próprias em redes sociais (Twitter, Facebook, Google +, Pinterest etc, … e usando a mesma linguagem que os fãs).

Tática: Criar um blog que tem um tom pessoal mostrando a evolução da carreira musical do artista.

ESTRATÉGIA: INCENTIVAR OS FÃS A CONVERSAR E INTERAGIR
Tática: Criar concursos e promoções em redes sociais

ESTRATÉGIA: MELHORAR A REPUTAÇÃO ON-LINE
Tática: monitorar os fãs para saber o que está sendo dito e pode criar estratégias de defesa.
Tática: Melhorar SEO em mecanismos  de busca.

ESTRATÉGIA: VENDER CANÇÕES ONLINE
Tática: fazer acordos com distribuidores digitais como Google Play, iTunes, Amazon, YouTube etc …Tática: Criação de ações inovadoras em redes sociais para viralizar