Notícias alvissareiras em relatório americano sobre mídia

Uma pesquisa norte-americana sobre a situação da indústria da mídia aponta boas novas. O relatório do Pew Research Center avalia todo o ano o mercado de notícias e publica o State of the Media. A pesquisa deste ano entre outros aspectos positivos mostra que as pessoas estão consumindo mais informação até mesmo em vídeos.

Um dos capítulos mostra que os adultos jovens se interessam por notícias e metade dos vídeos que assistem são informativos.  Quanto mais novos são, mais assistem vídeos de notícias online. E o estudo ainda aponta uma relação entre o consumo de vídeo, renda e educação. Os americanos com renda maior e mais anos de escolaridade consomem uma porcentagem maior de vídeos online.

– NOVE EM DEZ entrevistados entre 18 e 29 anos assistem a vídeos online, sendo 48% vídeos de notícias; 
– Entre os entrevistados que possuem smartphone, 88% assistem vídeos online, mais da metade vídeos de notícia;
– Os assuntos mais assistidos em vídeo são humor, vídeos tutoriais e música. Mas em temas de notícias os mais assistidos são esportes e política;
– os conteúdos gerados por terceiros são considerados importantes para cobertura de flagrantes, mas apenas 12% dos entrevistados ativos em mídias sociais já postaram algum material de notícia em vídeo e 11% já colaboraram com canais participativos de jornais;
– a receita de vídeo digital é pequena nos EUA (representou U$ 4 bi de U$ 42 bi da receita digital em 2013), mas as empresas de mídia estão apostando nesse mercado. Os cases do Vice, NBC e HuffPost de investimentos em vídeo reforçam essa tendência.

A pesquisa aponta que a maior parte do consumo de vídeos vem de sites de televisões, mas destaca casos de sucesso de apostas nativo digital com retorno em 2013/2014: 


HuffPost Live (digital-only news video): o forte é a programação da redação ao vivo, com âncoras e entrevistas. 2 milhões/ mês acessam ao vivo e 13 milhões assistem on demand. Apesar da boa resposta, eles reduziram a programação ao vivo de 12 para oito horas/dia em 2013. 

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Vice Media: chegou a uma média de 77 milhões plays/mês nos EUA. Neste ano aposta em streaming ao vivo e vídeos editados.
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Leia a íntegra do relatório da pesquisa
 

Rádio une bebida, futebol, narração de locutores e mesas de bar

Em dia de jogo do time, um torcedor clássico ou vai ao estádio ou reúne os amigos para assistir à partida. E, se está em um grupo, vai querer ouvir o seu programa de rádio preferido, comprar uma bebida, comentar os lances, acompanhar a partida pela televisão e relembrar jogadas históricas. Em Belo Horizonte, o Itatiaia Rádio Bar uniu a dobradinha futebol e narração para lançar um negócio.

Pela proposta, os torcedores não apenas ouvem rádio, eles vão à rádio “assistir” ou “ouvir”os jogos dos seus times. Para o veículo, o novo estúdio avançado de transmissão aproxima o ouvinte dos locutores e jornalistas, reforça marca, envolve o público. Numa época em que o jornalismo busca engajar para fidelizar audiência, o resultado da iniciativa merece ser monitorado. O bar também é uma forma de diversificar a renda do negócio de mídia hoje dependente da publicidade. 

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