O que a Google faria?

Livro escrito por Jeff Jarvis põe à prova as estratégias de comunicação na Era Google. De fato, a lógica Google impõe um conceito de compartilhamento , no qual cada pessoa tem o potencial de ser uma mídia. Um blog pode ter influência sobre a política nacional de um país ou sobre as estratégias de negócios de uma empresa, sem ter necessariamente ligação com um veículo de massa.

O patrocínio das grandes empresas de fato concorre com  empresas de quintal que anunciam por meio do sistema adsense da Google. As redes sociais têm o poder de destruir uma marca, bem como construir uma mania em questão de poucas horas na base de tweets ou “facebookadas”.

O próprio Jeff Jarvis protagonizou um episódio com a Dell Computers no qual ele foi muito mal atendido e acabou provocando uma onda anti-Dell no blog para o qual escrevia. A reação entre consumidores foi tamanha que a Dell mudou a rotina comunicação por causa da repercussão negativa do atendimento. Hoje a Dell é exemplar nessa relação com os clientes.

Acho engraçado o Jarvis dar gênero feminino à Google. Na verdade, para mim, sempre foi O GOOGLE, o buscador.  Mas a própria empresa se condiciona a ser bigênero: quando nos referimos à empresa Google Inc, devemos usar “A Google” e quando nos referimos ao buscador da Google ou algum de seus outros produtos, devemos utilizar “O Google“. Veja a página de perfil da empresa, onde toda vez que se referem à empresa citam “a Google”. Quando há referências ao buscador, usa-se o termo “o Google”, veja isso na página de “Tudo sobre o Google“.

Pois Jeff Jarvis escreve sobre as políticas da EMPRESA Google que  a levaram a ser a gigante da web que é hoje. No Brasil, a revista Época da última semana apontou a Google como a melhor empresa para trabalhar no Brasil. É uma nova lógica de mercado que preza a autonomia, o mérito e a produtividade.

Mas o livro “O que a Google faria” é muito mais do que a relação de trabalho e com o consumidor, leva à reflexão sobre a lógica da publicidade, da comercialização dos produtos, da indústria fonográfica, das editoras, entre tantos outros questionamentos sobre pilares da sociedade capitalista.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s