Avatar contra a destruição do meio ambiente

Desenvolvimento científico e departamentos de segurança andam juntos em fatos históricos. Avatar, o novo filme de James Cameron, traz no enredo a dicotomia que vivencia um cientista que presta serviço aos interesses de Estado. De um lado, o estereótipo de um general sem escrúpulos e de um “gestor público” focado em resultados, do outro o cabo sem qualificação e  a cientista que luta pela preservação do planeta Pandora, em exploração pelo homem.

Avatar/Divulgação

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É certo que o patrocínio militar impulsionou o desenvolvimento tecnológico. Foi sob estímulo do Departamento de Defesa dos EUA que grupos de estudos de engenharia da informação se reuniram em universidades nas décadas de 1950/60. O objetivo era criar uma forma de comunicação que unisse várias bases militares em nós interligados. Quando um ponto fosse destruído, os demais seguiriam se comunicando. A ambição do Exército resultou na criação da internet.

Outro exemplo foi o lançamento do satélite artificial Sputnik, o qual serviu para a União Soviética provar superioridade tecnológica na II Guerra. Nestes dois episódios, a ciência serviu aos militares, sem se envolver nas questões políticas de como seria o uso da tecnologia.

Voltando ao planeta retratado em Avatar, os cientistas em questão têm crenças fortes, não são alienados politicamente. Eles têm consciência de que o interesse dos homens é um minério abundante em Pandora. Também conhecem bem o planeta alienígena e as criaturas que vivem nele. Pandora é um ambiente encantador em que os seres da comunidade Na’vi vivem em sinergia direta com a natureza.

Os cientistas criam avatares de Na´vi para se infiltrar no planeta a ser explorado e passar informações importantes para a ação dos militares. Mas o que os cientistas querem é provocar o menor dano possível à Pandora. O embate transparece quando os militares decidem atacar com força bélica e os cientistas viram a casaca e passam a defender os nativos.

Avatar/Divulgação

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O filme não é oficialmente panfletista em defesa do meio ambiente, mas sem dúvida possui muitas mensagens subliminares. Entre elas a de que cientistas precisam enxergar um pouco além das suas pesquisas. Também que a ambição humana provoca a destruição da natureza e transforma o mundo “bioluminescente” em uma terra cinza.

Mas a mensagem transcendente mais clara que a trama assume é que não é suficiente deixar na mão dos governantes o destino do meio ambiente. Cientistas, população e Estado precisam se unir por um mundo mais verde. Um planeta Pandora inexplorado é impossível recuperar na Terra, mas o tempo do basta é anterior ao Sputnik e à internet.

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8 comentários sobre “Avatar contra a destruição do meio ambiente

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