Rap do pac-man

Quem é da geração dos anos 70/80 vai se divertir à beça com esse videoclipe. É o rap do PAC-MAN ou no bom português do come-come. Bons tempos em que os jogos do Atari eram os nossos grande desafios.

Twitter das celebridades

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O site de celebridades OMGICU é um produto diferente. Na verdade, é uma plataforma a ser abastecida com mensagens de texto com tweets sobre o paradeiro de famosos. A ideia de Hugh Dornbush foi aproveitar a fascinação das pessoas por fofoca, a onda de conteúdo participativo e o lucro do mobile. Por enquanto, a troca de mensagens entre usuários só está em funcionamento em Nova York. Mas no site, já há um aviso que em breve o serviço estará em outras cidades dos EUA. Será que essa moda pegaria aqui no Brasil?

Compre “amigos” no Facebook e Twitter

Há um potencial publicitário nas redes sociais. Muitas empresas de marketing já sacaram esse nicho de mercado e tentam lucrar com ele. A moda agora é vender “pacote de amigos” no Facebook e Twitter. Os serviços: ampliar número de seguidores no Twitter, vender de colocação na primeira página de sites de relacionamento e comprar amigos no Facebook.

A australiana «uSocial» é uma destas empresas que descobriu o potencial que as redes sociais têm como ferramenta de publicidade. No entanto, encontrar as pessoas certas a quem se dirigir é uma tarefa complicada . A «uSocial» tem disponíveis pacotes para o Facebook entre 1000 e 10 mil amigos, com preços que vão desde os 177 dólares (124 euros) a 1.167 dólares (820,59 euros).

É como se você contratasse alguém para bombar o seu perfil no Facebook. A empresa envia uma mensagem a potenciais consumidores ou público-alvo de seus clientes. A partir daqui fica ao cargo do cliente e do “amigo” decidir se querem adicionar-se ou não. Ou seja, a empresa não acompanha a evolução do relacionamento.

comerciosocial

Fico pensando se os princípios das redes sociais não se deturpam com estas ações de marketing. Redes sociais pressupõem diálogo direto entre dois atores, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas. Será que um terceiro ator entre as duas partes não prejudica o diálogo genuíno? Rede é confiança, compartilhamento, troca, criação, aprendizado, autenticidade.

De que adianta ter milhares de amigos, se não dou a eles a atenção que precisam? Mais do que empresas que ajudem a encontrar público-alvo, é preciso orientar empresas a dialogar com seus “amigos”. Um fluxo de mão única não se sustenta nessa nova realidade social. Na minha opinião o que falta é pensar menos em recorde de “followers” e mais em qualificação de relacionamentos na rede.

Eu sou Famecos, modelo de ação de mídia social

A professora Ana Bambrilla, da Famecos, PUCRS, apresentou um case muito legal no Intercom neste final de semana. A faculdade adotou para aprimorar o diálogo com a comunidade e o público-alvo a campanha “Eu Sou Famecos”, uma ação de Social Media Optimization.

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Quem quiser conferir os slides da apresentação estão aqui:

Orkuteiros elegem a Garota Social

Foi por 1600 votos que a gaúcha Gianna Cremontti, 26 anos, não venceu o concurso de Garota Social, do site de relacionamentos Orkut. Ela foi a segunda colocada, com 12.006 votos.

Formada em Letras, com habilitação em Português/Inglês, Gianna deu uma pausa nos compromissos profissionais para se dedicar integralmente à campanha do ‘Miss Orkut’. Na rede social ela contou com a ajuda de seus milhares de amigos, a jovem tem quatro perfis no Orkut, apoio do namorado e família.

Apesar de todo o esforço da gaúcha, foi a potiguar Fernanda Paiva Diniz, de 23 anos, a grande vencedora, eleita com 13.679 votos. Em terceiro lugar, ficou a paranaense Wandreza Carla Nogueira Basso, de 20 anos, com 11.610 votos.

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Google Livros erra indexação de obras

Ao pesquisar as obras de Martha Medeiros no Google Livros, encontrei uma referência com ano errado. Uma obra de 2003 está datada em 1899.

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A autora inglesa Virginia Woolf teve uma obra indexada em 1900

bloggooglebookO professor Geoffrey Nunberg da Berkeley’s School of Information fez um levantamento e identificou uma série de imperfeições nas obras já indexadas na biblioteca virtual. O resultado ele publicou em um artigo no blog Language Log.

Blogosfera = rádio e tv? Só no Congresso brasileiro

Faz dez anos. Foi em 1999 que a blogosfera se popularizou. Eu sei que a mudança cultural é um processo “lento e gradual”, mas deve partir de cima, de educadores, veículos de mídia, de governantes e daqueles que ditam as leis de um país. A esfera pública dos blogs, onde qualquer um pode criar o seu palanque e tratar dos mais diversos assuntos em alguns clics, é ainda incompreendida pela esfera política do nosso país.

O fato mais recente que mostra isso é a discussão da reforma eleitoral. A polêmica está no parecer elaborado por comissões do Senado nesta quarta-feira ao proporem aos sites jornalísticos as mesmas regras previstas pela legislação às emissoras de rádio e televisão brasileiras.

Se esse parecer da reforma eleitoral for mantido, os sites jornalísticos estarão proibidos de emitir opiniões a respeito dos candidatos e terão que dedicar o mesmo espaço em sua programação para todos os candidatos que estão na disputa. Ou seja, acabaram os blogs de política nos veículos de comunicação e está suspensa a possibilidade de um debate online entre os candidatos.

Colunistas políticos terão que publicar receitas de gastronomia nos seus blogs para preencher os espaços, tal qual as páginas de jornais censurados o faziam na ditadura. Além de ser uma concorrência desleal com nosso Anonymus Gourmet, a decisão manda contra uma lógica de liberdade que existe desde a criação da internet.

É sempre bom lembrar que o ambiente em que a rede mundial foi criada esteve vinculado a um pós-Guerra Fria, período em que os EUA patrocinavam pesquisas tecnológicas e as deixavam correr livre com apenas um objetivo: desenvolver uma forma de manter a comunicação entre campos de guerra A e C, independente da destruição do B.

Mesmo sem ter essa pretensão e nem ao menos conhecer os planos militares do Departamento de Defesa, Cerf, Kahn, Berners-Lee e outros precursores dos nós de rede conseguiram criar ferramentas de comunicação livres que uniam redes locais em fóruns de bate-papo como o UsenetNews. Embora o espírito que os movesse na época tenha sido o individualismo e a liberdade individual, reinante na cultura capitalista.

Pois foi assim que a web nasceu: da liberdade de pesquisa, de descoberta, de opinião, de diálogo. Por isso hoje ela é essa esfera de muitos, inclusive daqueles que vivem do colunismo e bloguismo político. Todas as tentativas de privatizar ou controlar a internet falharam.

Além de remar contra as ondas da web, nossos políticos esquecem que sites jornalísticos não são concessões públicas como rádio e TV e representam ilhas no mar da internet. Ou seja, desconhecem que um vídeo ou texto opinativo, vetado no blog de um jornal, será publicado livremente e sem possibilidade de controle central em qualquer ferramenta livre. Afinal, para navegar neste oceano não precisa nem saber nadar, basta clicar.

Uma vitória(parcial) para sites noticiosos

O projeto de reforma das regras eleitorais está em apreciação no Congresso Nacional. O projeto partiu da Câmara para o Senado e foi aprovado hoje por duas comissões e na terça-feira deve ir a Plenário. Mas os senadores inseriram alterações nas emendas e, por isso, a discussão ainda volta para os deputados.

A alteração feita pelos senadores é positiva para sites de veículos de comunicação que trabalham com a notícia como serviço prioritário. Os senadores autorizaram a veiculação de propaganda paga nesses sites “destinados à veiculação de notícias na internet” , mas somente a candidatos à presidência da República, limitada a 24 inserções.

O espaço total da propaganda não poderia exceder a um oitavo do espaço total do conteúdo e não poderia ser destinada exclusivamente a um único partido ou candidato. Fica proibida a veiculação, no entanto, ainda que gratuitamente, de propaganda em sites de pessoas jurídicas cuja principal atividade não seja serviços noticiosos.

A Câmara havia autorizado apenas a propaganda gratuita nos sites. O Senado avança um pequeno passo. O número de inserções pagas na imprensa escrita e a respectiva reprodução na internet foi alterado de 12, como constava no primeiro parecer, para 24, para permitir maior participação dos candidatos.

Já a obrigação de veicular propaganda eleitoral estende-se a todas as concessionárias, permissionárias e autorizadas dos serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens, com exceção das TVs por assinatura.

Doação

As doações em sites de web para campanha não sofreram modificações. As doações de recursos financeiros poderão ser feitas por autorização de débito na conta de telefone, por cartão de crédito ou de débito, boleto ou transferência bancária e outros meios eletrônicos de pagamento que deverão conter a identificação do doador e a emissão obrigatória de recibo eleitoral para cada doação realizada.

Debates

Aloizio Mercadante (PT-SP) sugeriu que, em programas de entrevistas, sejam convidados obrigatoriamente todos os candidatos a cargos majoritários filiados a partidos que tenham pelo menos 10 representantes no Congresso ou 15 em coligações. A proposta, incluída no parecer, foi apoiada por Pedro Simon (PMDB-RS) e Antônio Carlos Junior (DEM-BA).