Cultura em uma “vending machine”

Conheci a primeira vending machine de minha vida nos corredores do Sunset High School, em Dallas, no Texas. Era o ano de 1994. Era fascinante poder comprar meu chocolate favorito à época, o 3Musketters, e a minha Coca diet.

Hoje essas máquinas de vender “porcaria” estão por toda a parte, principalmente as que vendem café. Um veneno, segundo minha nutricionista. De fato, tudo que é bom engorda. Mas fiz toda essa volta para mostrar uma vending machine diferente que encontrei na Estação da Luz, em São Paulo:

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Uma máquina que vende leitura. Nada mais adequado para um país que lê mais e em uma cidade onde a espera pelo metrô pode levar um bom tempo. Uma pesquisa chamada Retratos da Leitura no Brasil, encomendada pelo Instituto Pró-Livro ao Ibope Inteligência, mostrou que os brasileiros leem, em média, 4,7 livros por ano.  O estudo feito em 2007 comprovou ainda que esse índice sobe entre os profissionais com maior escolaridade. Entre aqueles que possuem formação superior, a média passa para 8,3 livros/ano. O número é de 4,5 livros para quem tem Ensino Médio completo, 5 para quem cursou entre 5ª e 8ª série do Ensino Fundamental e 3,7 para quem tem até a 4ª série.

Vender cultura em máquinas de conveniência é um retrato do novo Brasil. Nem nos EUA eu encontrei essa iniciativa. Já não tenho tanta certeza de que “tudo que é bom engorda”. Se em vez de comprar um chocolate, você comprar um livro no metrô, pode até emagrecer.

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