O metrô de São Paulo e as formigas rumo ao lar

Os paulistanos de coração dizem que não é ruim viver em São Paulo. Basta morar e trabalhar próximo a uma estação do metrô. Eu acrescentaria mais uma condição: não depender do trem às 19h num dia de semana. Não em direção à Estação da Sé.

metroJá andei em vagões cheios, talvez até lotados, mas, pela primeira vez, me senti prestes a ser enlatada. Estava na estação São Joaquim, para seguir em direção a Tucuruvi, com um paranaense de Pato Branco, meio gaúcho, um pouco catarina, com um coração goiano, o Luiz Fernando. Ou seja, não bastava enlatar uma sardinha, éramos duas.

Passou a primeira composição e parou, portas abriram e nenhum movimento, nem de entrada, nem de saída. Passou a segunda, e a aflição de estar prestes a disputar meio metro quadrado na lata, aumentou. Mas ainda não tomamos coragem.

Foi a quarta composição que decidimos encarar. Seguimos assim: um pé no trem, o outro na porta, sem ter onde segurar, dançando o ballet do freia e acelera. Na Estação da Sé, as portas abrem e as pessoas viram formigas, milhares rumando na mesma direção: o lar. Porém com aquela certeza do final de cada jornada na maior metrópole do país: amanhã tem mais.

Anúncios

Um comentário sobre “O metrô de São Paulo e as formigas rumo ao lar

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s