O fim do diploma para a RBS

O Grupo RBS publicou no jornal Zero Hora desta sexta-feira uma posição editorial sobre a decisão do STF da extinção da obrigatoriedade do diploma de jornalismo. Para a empresa, os cursos de jornalismo continuam importantes.

A decisão do STF de eliminar a obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão foi celebrada ou lamentada por entidades jornalísticas, de acordo com o entendimento que tinham dessa polêmica questão. O que deve ficar claro é que a sentença irrecorrível adotada na quarta-feira não significa uma redução da exigência de qualidade para o exercício da profissão. Ao contrário. Por trás da decisão, há uma inequívoca valorização da formação específica, permitindo que acessem às redações também profissionais especializados em outras áreas, quando eles forem necessários. De alguma maneira, isso já vem ocorrendo na prática jornalística com maior ou menor intensidade, especialmente para coberturas ou análises em áreas em que a experiência profissional ou qualificação técnica fazem diferença.

Além de jornalistas, os jornais e emissoras de rádio e televisão contratam, e não é de agora, comentaristas esportivos, analistas econômicos ou consultores médicos, entre outros, para dar a suas reportagens e opiniões a respeitabilidade e a credibilidade que tais temas demandam. Pelo mesmo raciocínio, as empresas jornalísticas e as assessorias de imprensa continuarão contratando especialistas em comunicação ou seja, jornalistas para as funções em que eles são necessários. É isso que ocorre no mundo todo, eis que a obrigatoriedade do diploma é, em termos globais, mais uma exceção que uma regra.

A RBS, na condição de um dos maiores empregadores de jornalistas do país, que tem em seus quadros mais de mil desses profissionais de nível superior, considera que as escolas de Comunicação continuam tendo seu papel social inalterado. Os cursos de Jornalismo mantêm-se como centros indispensáveis para a formação dessa mão de obra especializada, razão pela qual devem buscar crescente modernização e qualificação, em currículos que não podem deixar de contemplar também a ética, a responsabilidade e a nova realidade da comunicação. Profissionais qualificados serão sempre bem recebidos por um mercado de trabalho que evolui e se aperfeiçoa. É por isso que a RBS continuará recrutando seus profissionais prioritariamente nas escolas de Comunicação. O que não cabe mais é a reserva de mercado que fazia do diploma a única alternativa de acesso à profissão.

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