A adrenalina da profissão

Há anos eu não produzia um conteúdo em vídeo para ser apresentado a um grande público e receber avaliação instantânea. Quando trabalhava em televisão, era repórter, a avaliação era diária. Nua e crua, emocionava e machucava. A verdade é cruel.

Até pouco tempo acredita que o trabalho atrás de um computador me mantivesse imune aos olhares julgadores. De certa forma estava certa. Mas eu não consigo ficar ali sossegada. Preciso me expor, experimentar, fazer coisas novas.

Pois resolvi voltar à aventura dos vídeos, grandes vídeos, quase um documentário. Foram horas sem sono, dias e dias lendo e relendo roteiro, reescrevendo. Tive ideias supreendentes, que seriam rejeitadas ali adiante para o bem do produto final, e outras que seriam levadas a cabo, com uma empolgação juvenil.

Todo o esforço valeria porque quando o grande dia chegasse estaríamos de alma lavada, missão cumprida e sorriso no rosto. Todo o esforço e o peso nas costas seriam substituídos pela sublime sensação de gratificação. Sabe, aquela adrenalina que produz o bem-estar.

Mas esta semana ela não veio. O que bateu em meu rosto foi a dura verdade. E ela é cruel, dói como um tapa certeiro. Chega com suas palavras pobres de espírito, mas sinceras. Seus olhares de dó, piedade. Aquela sensação de que o mundo parou para condenar o teu erro. Talvez nem tão meu, mas o que vale é a encenação. E eu estava no palco.

Os grandes vencedores não se abatem com um pequeno tombo. Podemos cair, mas nos levantamos, nem que este caminho precise ser percorrido milhares de vezes, chegaremos.

Namastê

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2 comentários sobre “A adrenalina da profissão

  1. Expira, joga fora as coincidências, joga fora a expectativa. Inspira , mesmo com dor, mesmo tremido, só pra expirar novamente. Segura em kebhaka no meio do caminho, com ar ou sem ar, e sente a batida do coração, que segue pulsando.
    E na próxima inspiração convida a ilusão a se retirar da festa, pra que a chegada das flores da primavera sejam mais que visões montadas, mas que tenham cheiro, que tenham o toque aveludado, que tenham vida. Teus sonhos valem cada emoção. Lembra Ying, Yang, dor e êxtase, lua e sol. Caída e erguida. Vida.

  2. Oi Marlise, achei este post de desabafo muito corajoso. Mas, a vida é feita de tropeços e vôos. Compartilhamos do mesmo “medo”, a super exposição da televisão. Como professora foi colocada a prova mais uma vez e, nesta tarefa, tem sido brilhante. Sobre a cobertura dos 50 anos da televisão no RS pretendia ter começado a série na Quarta. O temporal me deixou sem internet a qual só retornou Sexta-feira. Portanto, vou postar mais de uma matéria por dia. Bom findi. Bj

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