O fim do “psiu” nos restaurantes chegou a Porto Alegre

Acenos, estalos de dedos, assobio e tantas outras artimanhas para chamar o garçom em um restaurante estão com os dias contados.  Em São Paulo, o Josephine Bistrô  (aquele bar que tem a cachaça bidestilada que não dá bafo, nem ressaca) tem o Smart-Bell há algum tempo e a novidade chegou agora a Porto Alegre.

No Papito, ali na Padre Chagas, o botão do garçom já substitui o chamado de voz ao “amigo” ou o menos íntimo “psiu”.  Os menos avisados ainda insistem em acenar por uma atenção. O smart fica junto ao porta-guardanapo e nem todos enxergam de primeira. O equipamento é fabricado na Coréia do Sul. O Japão e o México já usam a tecnologia e a empresa que trouxe para o Brasil quer decretar o fim do chama-chama e do atendimento insatisfatório nos restaurantes.

Quando o Barranco tiver o botão, não vou mais ter a satisfação de chamar o Cabeça e brincar quando ele demorar para vir. E no Sushi do Kleber não vou mais precisar piscar para a Berê ou me revirar na cadeira até ela me enxergar. Gosto dessa intimidade com meus garçons favoritos. Eles me entendem com uma linguagem corporal ou mesmo com um olhar porque estão sempre de olho em mim. Com o botão do garçom, eles vão ficar de olho no relógio no pulso deles que vai emitir o sinal.

Eu gosto de saber que eles estão ali e eu sou o centro da atenção deles enquanto estiver no meu lugar cativo. Eu sei que a tecnologia qualifica o atendimento, mas eu prefiro olhar para a Berê e saber que ela está ali só esperando eu sorrir para ela chegar na mesa.

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