A gordinha da Casemiro

Natal é a época de agradecer e agradar. Chega no final do ano tem aquela mão na consciência que te faz pensar nas pessoas que foram importantes durante o ano. São muitas, mas algumas delas merecem um muito obrigada especial.

Não falo de família, agredecimento inevitável. Falo, por exemplo, do zelador do prédio. Eu morava em um edifício na Casemiro de Abreu e me mudei para a Cabral no começo de 2008. Dona Vera e seu Pedro, os guardiões da Casemiro, ajudaram muito na função da passagem de uma rua para outra.

Feliz em ter lembrado deles, preparei um carinho de final de ano e fui entregar. Quando desci do carro e os chamei foi aquela alegria:
_ Dona Marlise! A senhora sempre lembrando de nós. Puxa obrigado. _ diz seu Pedro com um sorriso rasgado no rosto.
_ Que 2009 seja um ano ainda melhor para a senhora_ diz Dona Vera.
_ De carro novo, então! É isso aí, tem que continuar crescendo_ acrescenta seu Pedro.

Sem saber mais como agredecer por um simples panetone, mas recheado de afeto, dona Vera achou necessário seguir encadeando elogios. Mal sabia ela que o tiro não teria exatamente o efeito desejado. Nesta sociedade em que a magreza é um dos valores predominantes, minha querida amiga da Casemiro não resistiu ao ver o resultado de alguns meses de controle alimentar:

– Dona Marlise, a senhora está tão elegante, mais magra e bonita. Nem parece aquela gordinha que morava aqui no prédio.

Frente a tamanha sinceridade não pude nem me ofender. Mas tive a certeza de que comecei a dieta no momento certo.

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