Rota Pop | a gastronomia de cinema

Gastronomia e diversão na Rota Pop!

Gastronomia e diversão na Rota Pop!

O Rota Pop é um projeto desenvolvido por estudantes de jornalismo com o objetivo de  descobrir e experimentar novos bares, cafeterias e restaurantes relacionados à cultura pop na região metropolitana de Porto Alegre (RS).

Os jovens jornalistas em formação garimparam lugares deliciosos nas cidades onde moram para desvendar as histórias de pessoas por trás dos novos negócios. Encontraram narrativas divertidas e envolventes como essa do Funny Feelings, um bar-restaurante super querido da cidade de São Leopoldo. Depois de o Rota Pop divulgar o lugar, o empreendedor Fabiano Chaves do local já foi entrevistado pelo Jornal do Comércio e pela RBSTV.

O Rota Pop esteve no Medium, no Facebook e no instagram. O projeto teve duração de um semestre em 2017.

Anúncios

Hip hop para inclusão

O canal Trilha Hip Hop nasce como um projeto de jornalismo com causa para dar visibilidade a manifestações culturais da periferia. O projeto digital tem o objetivo de mostrar artistas e bandas da cultura na região metropolitana de Porto Alegre.

O projeto foi criado por estudantes de jornalismo da Unisinos com supervisão desta que vos escreve. Os alunos prospectaram um produto digital a partir de três perspectivas: desenvolvimento do produto digital e experiência do usuário, produção de conteúdo jornalístico e relacionamento com os públicos-alvo.

O projeto foi desenvolvido em 2017 e contou também com apresentações de artistas da cultura hip hop e grafiteiros no ambiente universitário.

Trilha Hip Hop

Trilha Hip Hop está no Medium, Facebook e Instagram

Tabuu e os paradigmas da beleza

O projeto digital Tabuu, paradigmas da beleza, é uma iniciativa de estudantes de jornalismo com causa. O objetivo do canal é produzir conteúdos para dialogar e combater preconceitos.

As pautas abordaram questões culturais sobre a aceitação coletiva das diferenças de gênero, a objetificação da mulher, os estereótipos trabalhados pela mídia, as questões emocionais do indivíduo inserido neste contexto.

O projeto foi desenvolvido em 20165na Unisinos com supervisão minha e teve o mérito  reconhecido com o prêmio únicos 2016.

Tabuu, paradigmas da beleza

Tabuu, paradigmas da beleza

Vago mas excitante… | a criação da web

Tim Berners-Lee foi o criador da web. Ele trabalhava na área de informática do CERN, Organização Europeia para Pesquisa Nuclear, e percebia a dificuldade de organizar e dar acesso a todas as produções científicas desenvolvidas pelo centro. Os pesquisadores produziam e pouco compartilhavam com os demais colegas para que os estudos tivessem sequência.

Na década de 1980, Berners-Lee escreveu um memo sugerindo um sistema global de hipertexto baseado em protocolo http com endereços de URL como se fossem placas de sinalização para chegar a um destino, ou rótulos para diferenciar um produto de outro. Ou seja, o cara teve essa ideia brilhante de programar uma rede de conexões “amigável” para uso de qualquer pessoa, sem necessidade de conhecer o alfabeto de computação, basta conhecer um alfabeto universal para digitar um endereço web (URL, uniform resource locator). Escreveu a proposta ou plano e submeteu ao chefe dele no Cern. Captura de Tela 2015-08-08 às 19.55.07Ele achou que o chefe não havia nem lido, mas anos depois ele descobriu que o chefe não só havia lido, como também havia feito uma anotação no topo da página: ” Vague but exciting” (ver imagem acima).

No vídeo abaixo, Berners-Lee fala sobre essa história e outras. Fala inclusive sobre a proposta para uma web semântica. 

Sete características do webjornalismo

capa-livro-labcom2

O livro do português João Canavilhas nasce um clássico. O professor da Universidade Beira Interior formou uma rede de sete teóricos do webjornalismo para reunir capítulos definitivos sobre as principais características do suporte internet para o jornalismo.

O professor incluiu entre os autores o brasileiro Marcio Palácios (UFBA) para discorrer sobre memória na web e o britânico Paul Bradshaw para falar sobre a instantaneidade. A agradável surpresa se chama Alejandro Rost, teórico argentino. Ele escreveu o capítulo sobre interatividade com riqueza histórica e conceitual. Também publicaram textos John Pavlik (ubiquidade), Ramon Salaverría (multimidialidade), Mirko Lorenz (personalização).

A obra foi publicada para download gratuito em dezembro de 2014.

Leitura online
Download

Anedota de um drama real

Ricardo Noblat inicia o livro A Arte de fazer um jornal diário com a anedota transcrita abaixo. Seria engraçado não fosse uma prática autodestrutiva da imprensa. Para ler, refletir e alimentar o debate.

TRAGÉDIA (OU COMÉDIA, SE PREFERIREM) EM UM ÚNICO ATO
Cenário: uma banca de jornal no centro de uma cidade.
Personagens: um jornalista que tenta comprar jornais e revistas e um cidadão de meia idade que lê as manchetes dos jornais expostos na banca.
Cidadão — Eu acho que conheço o senhor… O senhor é jornalista, não é mesmo?
Jornalista — É, eu sou…
Cidadão — Já vi sua fotografia no jornal…
Jornalista — É, ela já saiu algumas vezes…
Cidadão — Posso lhe perguntar uma coisa?
Jornalista — Veja, eu estou meio apressado… Mas pode perguntar, sim.
Cidadão — Por que os jornais se parecem tanto?
Jornalista — Como?
Cidadão — Por que os jornais são tão parecidos? Por que tratam quase sempre dos mesmos assuntos?
Jornalista — Porque notícias importantes interessam a todos eles. E são publicadas por todos.
Cidadão — E quem decide que uma notícia é importante?
Jornalista — Ora, nós sabemos quando estamos diante de uma notícia importante.
Cidadão — Então são os jornalistas que decidem quando uma notícia é importante?
Jornalista— Bem, digamos que seja…
Cidadão — E se os jornais se parecem tanto é porque os jornalistas pensam da mesma maneira?
Jornalista — Mais ou menos…
Cidadão — Quem compra jornal pensa como a maioria dos jornalistas?
Jornalista — Acho que não. Há pesquisas nos Estados Unidos que provam que não. Mas se compra é porque reconhece que os jornalistas sabem em geral escolher bem o que publicam.
Cidadão — Então os jornais vendem cada vez mais?
Jornalista — Não, a maioria dos jornais no mundo vende cada vez menos.

(O cidadão olha o jornalista com ar de espanto e se cala por alguns segundos. Quando vê que o jornalista faz menção de ir embora, retoma as perguntas.)

Cidadão — Por que os jornais têm tantas páginas?

Jornalista — Porque têm muitas notícias e anúncios.
Cidadão — E as pessoas têm tempo para ler tanta coisa?
Jornalista — Não. Cada vez elas têm menos tempo.
Cidadão — E tem aumentado o volume de anúncios nos jornais?
Jornalista — Pelo contrário.
Cidadão — Então por que os jornais não têm menos páginas?
Jornalista — Não sei… Mas o senhor está começando a me irritar..

(O cidadão parece claramente confuso. O jornalista se empenha em fazer de conta de que está apenas irritado com tantas perguntas.)

Cidadão — Jornal existe para quê?
Jornalista — Para informar as pessoas. Também para instruí-las e diverti-las.
Cidadão — Então tudo o que interessa às pessoas tem no jornal?
Jornalista — Quase tudo. Ou grande parte.
Cidadão — Os jornais publicam muitas notícias sobre política e economia, não é?
Jornalista — Publicam, sim.
Cidadão — Quer dizer que os leitores se interessam muito por elas?
Jornalista — Não, elas despertam cada vez menos interesse. Pelo menos da forma como são escritas ou apresentadas.
Cidadão — E que tipo de notícias desperta mais interesse nos leitores?
Jornalista — Notícias sobre temas que afetam mais diretamente a vida deles. Notícias, por exemplo, sobre saúde, educação, sexo, ciência, políticas públicas…
Cidadão — Mas os jornais não estão cheios delas, não é?
Jornalista — É. Não estão…

(A essa altura, o jornalista e o cidadão estão rodeados por meia dúzia de pessoas que passavam por ali e se interessaram pela conversa.)

Cidadão — Os jovens lêem jornais?
Jornalista — Lêem pouco. E cada vez menos.
Cidadão — Mas o que os jornais fazem para atraí-los?
Jornalista — Não fazem muita coisa.
Cidadão — Se não atraírem leitores jovens, no futuro os jornais não terão mais leitores, estou certo?
Jornalista — Está, sim. É mais ou menos isso.
Cidadão — Então a idéia dos jornalistas é acabar com os jornais…
Jornalista — O senhor me desculpe, mas tenho que ir embora.

(O jornalista sai de cena. O cidadão e as demais pessoas ficam por ali comentando baixinho o que ouviram. A cortina baixa.)

NOBLAT, Ricardo. A arte de fazer um jornal diário. São Paulo: Contexto, 2002.