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Fofoca, humor e ironia são ingredientes de uma receita de sucesso na internet. E se há conteúdo, há público. Fato que o site Gawker.com, que começou em 2002 com o objetivo de “noticiar a mídia”, comprova pelo crescimento assustador nos últimos sete anos. O que era um site, hoje é um grupo, guarda-chuva de dez blogs, que estão entre os mais influentes de Nova York.
O segredo se chama “snark” – a arte do comentário cínico e venenoso – linguagem que se popularizou na web, principalmente pela liberdade que os blogs permitem aos autores.
Em comum os blogs do grupo Gawker Media tem o sarcasmo, seja sobre games (Kotaku), celebridades (Defamer), gadgets (Gizmodo), esportes (Deadspin), o universo feminino (Jezebel), ficção científica (io9), carros (Jalopnik), dicas para facilitar a vida (Lifehacker) e pornografia (Fleshbot).
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Inevitável a comparação. Somos um povo colonizado pela cultura norte-americana. Comemos sanduíche do McDonald´s, assistimos filmes de Hollywood, usamos adesivos do Obama em nossos carros. Só o que não conseguimos absorver aqui são os avanços tecnológicos na mesma velocidade.
Na verdade, ficamos bem atrás. Vejam os números: o acesso à internet chega a 44,5 milhões de brasileiros pela Ibope Nielsen Online. Isso representa, segundo o censo do IBGE de 2007, 24,2% do total da população brasileira (183,9 milhões).
Pelo menos, a pesquisa mostrou que o tempo de navegação do brasileiro, considerando casa e trabalho, foi de 40 horas e 41 minutos em abril, o que é considerado alto.
Agora vejam a situação na terra do Tio Sam. Mais de 80% dos americanos têm computador em casa e 92% têm acesso à internet, segundo a Nielsen Online. A Internet é, por larga margem, a mais popular fonte de informação e a escolha preferencial para obter notícias, superando televisão, jornais e rádio, de acordo uma pesquisa da Zogby Interactive veiculada nos Estados Unidos.
Mais da metade das pessoas afirmaram que selecionariam a Internet, se tivessem de escolher uma única fonte de notícias, 21% televisão e 10% rádio e jornais.
A Internet também foi selecionada como a mais confiável das fontes de notícia por cerca de 40% dos adultos, 17% optaram pela televisão, 16% ficaram com jornais e 13% com rádio.
Aqui na terra Tupiniquim seguimos acreditando mais na televisão, lendo menos jornais e usando rádio para ouvir música. Tudo bem, eu sei que acesso à internet depende de investimento público, mas bem a iniciativa privada poderia incluir essa meta na nossa cocacolonização.
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Sim, é preciso transformar o jornalismo online em um negócio rentável. Nós jornalistas buscamos formas de sustentar o nosso trabalho cotidiano. Ainda é um desafio. Enquanto na web prevalece o acesso livre a todos os conteúdos, o software Ad Sense da Google é uma forma de acrescentar ganhos ainda que mínimos ao orçamento dos sites e blogs. No entanto, como os links comerciais entram automaticamente e por tags relacionados (associações de palavras-chave) pode acontecer de um anúncio provocar estranheza.

Como avisar ao Ad Sense que os anúncios colocados abaixo da notícia não são os mais adequados?
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