Lise Brenol

Compre “amigos” no Facebook e Twitter

07/09/2009 · Deixe um comentário

Há um potencial publicitário nas redes sociais. Muitas empresas de marketing já sacaram esse nicho de mercado e tentam lucrar com ele. A moda agora é vender “pacote de amigos” no Facebook e Twitter. Os serviços: ampliar número de seguidores no Twitter, vender de colocação na primeira página de sites de relacionamento e comprar amigos no Facebook.

A australiana «uSocial» é uma destas empresas que descobriu o potencial que as redes sociais têm como ferramenta de publicidade. No entanto, encontrar as pessoas certas a quem se dirigir é uma tarefa complicada . A «uSocial» tem disponíveis pacotes para o Facebook entre 1000 e 10 mil amigos, com preços que vão desde os 177 dólares (124 euros) a 1.167 dólares (820,59 euros).

É como se você contratasse alguém para bombar o seu perfil no Facebook. A empresa envia uma mensagem a potenciais consumidores ou público-alvo de seus clientes. A partir daqui fica ao cargo do cliente e do “amigo” decidir se querem adicionar-se ou não. Ou seja, a empresa não acompanha a evolução do relacionamento.

comerciosocial

Fico pensando se os princípios das redes sociais não se deturpam com estas ações de marketing. Redes sociais pressupõem diálogo direto entre dois atores, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas. Será que um terceiro ator entre as duas partes não prejudica o diálogo genuíno? Rede é confiança, compartilhamento, troca, criação, aprendizado, autenticidade.

De que adianta ter milhares de amigos, se não dou a eles a atenção que precisam? Mais do que empresas que ajudem a encontrar público-alvo, é preciso orientar empresas a dialogar com seus “amigos”. Um fluxo de mão única não se sustenta nessa nova realidade social. Na minha opinião o que falta é pensar menos em recorde de “followers” e mais em qualificação de relacionamentos na rede.

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Eu sou Famecos, modelo de ação de mídia social

06/09/2009 · Deixe um comentário

A professora Ana Bambrilla, da Famecos, PUCRS, apresentou um case muito legal no Intercom neste final de semana. A faculdade adotou para aprimorar o diálogo com a comunidade e o público-alvo a campanha “Eu Sou Famecos”, uma ação de Social Media Optimization.

eusoufamecos

Quem quiser conferir os slides da apresentação estão aqui:

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Orkuteiros elegem a Garota Social

06/09/2009 · Deixe um comentário

Foi por 1600 votos que a gaúcha Gianna Cremontti, 26 anos, não venceu o concurso de Garota Social, do site de relacionamentos Orkut. Ela foi a segunda colocada, com 12.006 votos.

Formada em Letras, com habilitação em Português/Inglês, Gianna deu uma pausa nos compromissos profissionais para se dedicar integralmente à campanha do ‘Miss Orkut’. Na rede social ela contou com a ajuda de seus milhares de amigos, a jovem tem quatro perfis no Orkut, apoio do namorado e família.

Apesar de todo o esforço da gaúcha, foi a potiguar Fernanda Paiva Diniz, de 23 anos, a grande vencedora, eleita com 13.679 votos. Em terceiro lugar, ficou a paranaense Wandreza Carla Nogueira Basso, de 20 anos, com 11.610 votos.

orkut_beleza

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Google Livros erra indexação de obras

05/09/2009 · Deixe um comentário

Ao pesquisar as obras de Martha Medeiros no Google Livros, encontrei uma referência com ano errado. Uma obra de 2003 está datada em 1899.

marthagooglebook

A autora inglesa Virginia Woolf teve uma obra indexada em 1900

bloggooglebookO professor Geoffrey Nunberg da Berkeley’s School of Information fez um levantamento e identificou uma série de imperfeições nas obras já indexadas na biblioteca virtual. O resultado ele publicou em um artigo no blog Language Log.

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Blogosfera = rádio e tv? Só no Congresso brasileiro

03/09/2009 · Deixe um comentário

Faz dez anos. Foi em 1999 que a blogosfera se popularizou. Eu sei que a mudança cultural é um processo “lento e gradual”, mas deve partir de cima, de educadores, veículos de mídia, de governantes e daqueles que ditam as leis de um país. A esfera pública dos blogs, onde qualquer um pode criar o seu palanque e tratar dos mais diversos assuntos em alguns clics, é ainda incompreendida pela esfera política do nosso país.

O fato mais recente que mostra isso é a discussão da reforma eleitoral. A polêmica está no parecer elaborado por comissões do Senado nesta quarta-feira ao proporem aos sites jornalísticos as mesmas regras previstas pela legislação às emissoras de rádio e televisão brasileiras.

Se esse parecer da reforma eleitoral for mantido, os sites jornalísticos estarão proibidos de emitir opiniões a respeito dos candidatos e terão que dedicar o mesmo espaço em sua programação para todos os candidatos que estão na disputa. Ou seja, acabaram os blogs de política nos veículos de comunicação e está suspensa a possibilidade de um debate online entre os candidatos.

Colunistas políticos terão que publicar receitas de gastronomia nos seus blogs para preencher os espaços, tal qual as páginas de jornais censurados o faziam na ditadura. Além de ser uma concorrência desleal com nosso Anonymus Gourmet, a decisão manda contra uma lógica de liberdade que existe desde a criação da internet.

É sempre bom lembrar que o ambiente em que a rede mundial foi criada esteve vinculado a um pós-Guerra Fria, período em que os EUA patrocinavam pesquisas tecnológicas e as deixavam correr livre com apenas um objetivo: desenvolver uma forma de manter a comunicação entre campos de guerra A e C, independente da destruição do B.

Mesmo sem ter essa pretensão e nem ao menos conhecer os planos militares do Departamento de Defesa, Cerf, Kahn, Berners-Lee e outros precursores dos nós de rede conseguiram criar ferramentas de comunicação livres que uniam redes locais em fóruns de bate-papo como o UsenetNews. Embora o espírito que os movesse na época tenha sido o individualismo e a liberdade individual, reinante na cultura capitalista.

Pois foi assim que a web nasceu: da liberdade de pesquisa, de descoberta, de opinião, de diálogo. Por isso hoje ela é essa esfera de muitos, inclusive daqueles que vivem do colunismo e bloguismo político. Todas as tentativas de privatizar ou controlar a internet falharam.

Além de remar contra as ondas da web, nossos políticos esquecem que sites jornalísticos não são concessões públicas como rádio e TV e representam ilhas no mar da internet. Ou seja, desconhecem que um vídeo ou texto opinativo, vetado no blog de um jornal, será publicado livremente e sem possibilidade de controle central em qualquer ferramenta livre. Afinal, para navegar neste oceano não precisa nem saber nadar, basta clicar.

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Uma vitória(parcial) para sites noticiosos

02/09/2009 · Deixe um comentário

O projeto de reforma das regras eleitorais está em apreciação no Congresso Nacional. O projeto partiu da Câmara para o Senado e foi aprovado hoje por duas comissões e na terça-feira deve ir a Plenário. Mas os senadores inseriram alterações nas emendas e, por isso, a discussão ainda volta para os deputados.

A alteração feita pelos senadores é positiva para sites de veículos de comunicação que trabalham com a notícia como serviço prioritário. Os senadores autorizaram a veiculação de propaganda paga nesses sites “destinados à veiculação de notícias na internet” , mas somente a candidatos à presidência da República, limitada a 24 inserções.

O espaço total da propaganda não poderia exceder a um oitavo do espaço total do conteúdo e não poderia ser destinada exclusivamente a um único partido ou candidato. Fica proibida a veiculação, no entanto, ainda que gratuitamente, de propaganda em sites de pessoas jurídicas cuja principal atividade não seja serviços noticiosos.

A Câmara havia autorizado apenas a propaganda gratuita nos sites. O Senado avança um pequeno passo. O número de inserções pagas na imprensa escrita e a respectiva reprodução na internet foi alterado de 12, como constava no primeiro parecer, para 24, para permitir maior participação dos candidatos.

Já a obrigação de veicular propaganda eleitoral estende-se a todas as concessionárias, permissionárias e autorizadas dos serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens, com exceção das TVs por assinatura.

Doação

As doações em sites de web para campanha não sofreram modificações. As doações de recursos financeiros poderão ser feitas por autorização de débito na conta de telefone, por cartão de crédito ou de débito, boleto ou transferência bancária e outros meios eletrônicos de pagamento que deverão conter a identificação do doador e a emissão obrigatória de recibo eleitoral para cada doação realizada.

Debates

Aloizio Mercadante (PT-SP) sugeriu que, em programas de entrevistas, sejam convidados obrigatoriamente todos os candidatos a cargos majoritários filiados a partidos que tenham pelo menos 10 representantes no Congresso ou 15 em coligações. A proposta, incluída no parecer, foi apoiada por Pedro Simon (PMDB-RS) e Antônio Carlos Junior (DEM-BA).

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Vanusa e professora: vítimas da web?

02/09/2009 · Deixe um comentário

O pesadelo de George Orwell´s que descreveu em livro o Big Brother (no caso, o Estado) que a todos vigiaria em 1984 (trocadilho para 1948 quando foi escrito) é hoje motivo de insônia para muitas pessoas superexpostas na rede mundial de computadores.  Levou um pouco mais do que Orwell havia imaginado, mas as câmeras, computadores e vizinhos que gravam todos os nossos passos são uma realidade.

Desde 2005 quando entrou no ar, o YouTube-Broadcast Yourself é um fenômeno de público e crítica. Só que em vez de as pessoas transmitirem imagens delas mesmas, como o slogan dita, elas filmam outros e postam com perfis anônimos.

Nos últimos dias, pelo menos dois assuntos polêmicos estiveram no centro da atenção do público desse site. A cantora Vanusa errando o hino nacional ainda hoje está entre os mais vistos e os mais populares. Na semana passada, uma professora baiana dançou “Toda enfiada”, foi filmada, postada e demitida.

A cantora Vanusa se apresentou na Assembleia Legislativa de São Paulo em março. Mas há uma semana caiu na rede um vídeo dela desafinando o hino nacional. Nas imagens ela aparece lendo a letra do hino e errando feio. Virou um fenômeno, ganhou uma visibilidade que não tinha desde a Jovem Guarda.  Nem quando seu filho ganhou o reality show Casa dos Artistas ela conseguiu tantos holofotes. Nesta semana deu entrevistas para programas como o da Silvia Popovic e virou matéria em muitos jornais.

O vídeo da professora que dançou o pagode “Todo enfiado” em festa na Bahia e foi demitida eu não irei embedar aqui. Mas quem quiser encontra ele no YouTube. A professora está tentando tirar as imagens do site, mas de cada um retirado, mais dois  são postados… O fato é que a vida da professora virou de pernas para o ar. A fama assolou a vida da professora primária da balada de sábado à noite para a manhã de segunda-feira. Além de demitida, ela teve que se mudar de endereço com a filha de sete anos. O vídeo já foi assistido por mais de 100 mil pessoas e ganhou as páginas das revistas eletrônicas.

A visibilidade em excesso pode ser bom para esquecidos ganharem holofotes, seguindo a máxima “falem mal, mas falem de mim”. Mas pode ser prejudicial para anônimos, que não tinham nenhuma pretensão que não viver a vida e foram flagrados pelas implacáveis lentes da tecnologia moderna.

A sorte da professora é que não só a previsão de Orwell se confirmou, a previsão de Andy Warhol também. O ícone da arte pop norte-americana teve uma frase célebre “In the future everyone will be famous for fifteen minutes”. Imagino que a professora torça para que esses longos quinze minutos passem logo para ela retomar a rotina. Já para Vanusa, se o bafo render a venda de uns cds a mais ou novos convites para eventos, tá no lucro. Até a próxima câmera captar outros 15 minutos….

Posts sobre o assunto:
Blog da Vanessa: Já criaram até um vanusator

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Mercado de “hot topics” no Twitter

01/09/2009 · 1 Comentário

Se você é daqueles viciados na web que sabe tudo o que está na moda ou por vir, agora terá uma nova diversão: o preTweeting.  É um banco de apostas de hot topics do Twitter. O novo brinquedinho à disposição dos internautas é baseado no mercado de futuros.

No mercado de ações da vida real, as apostas futuras são baseadas em contratos em que as partes – compradora e vendedora – se comprometem a negociar determinada quantidade e qualidade de um ativo financeiro ou ativo real (bens tangíveis). São contratos padronizados para liquidação física ou financeira, em uma data no futuro.

A data no futuro, no caso do PreTweeter, é o dia em que a palavra apostada sair do anonimato e virar popular. Nesse mercado, os tuiteiros podem comprar ou vender de acordo com um acontecimento específico. Com milhares de compras e de vendas de uma palavra “commoditie”, você lucra. Um superusuário que prever o que vai bombar no treding topic do microblog poderá “lucrar” utilizando essencialmente crowdsourcing dos mercados livres.

pretwitter

O Web site concede $10.000 em moeda virtual para o usuário comprar palavras que estão sendo usadas no Twitter.  Você pode comprar 50, 100, 500, ou 1000 “slots” sendo cada slot igual a uma palavra. As palavras sobem e descem no preço baseado no valor de mercado. Você pode conversar com outros pretweeters (que usam o hashtag #pretweeting), especular, pesquisar palavras e verificar as mais apostadas.

É possível que esse mercado virtual ajude até mesmo o marketing na vida real. Prever ou saber de antemão o que vai ser o próximo grande hit ou fenômeno cultural pode ter um grande valor no mercado…

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Lula blogueiro entra no ar

31/08/2009 · Deixe um comentário

Demorou, mas o presidente Lula entrou para a blogosfera na carona do blog da Petrobras, Fatos e Fotos. O primeiro texto do Blog do Planalto dá uma pista do objetivo da equipe formada por sete assessores, entre eles, Franklin Martins.

“Acreditamos que este é apenas um primeiro passo para estabelecermos um diálogo cada vez mais próximo e informal entre governo e sociedade.”

Parece que o governo federal acordou para o potencial da internet, como ferramenta de relações públicas. Mas não entendeu bem a linguagem do compartilhamento: os posts não são abertos a comentários e nem serão escritos pelo presidente.

Alguém duvida que os textos tenderão a exaltar as ações, programas e políticas do governo como um veículo de marketing político? Ou seja, os blogs dos órgãos públicos não irão substituir a mediação dos jornalistas.

Uma reflexão sobre esta tendência foi feita pelo jornalista Marcelo Trasel.

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Ranking dos tuiteiros de Porto Alegre 2

29/08/2009 · Deixe um comentário

Fazer rankings é uma prática bem divertida. Na internet, as matérias cinco mais, dez mais ou top qualquer coisa entram na lista de bem lidas rapidinho. Isso porque todos querem saber quem é o melhor. Tá, eu sei, “melhor” precisa ser definido em uma classificação. Melhor em quê?

O meu post abaixo foi um tanto impreciso. Para compensar, iluminada por Alec Duarte, refiz a lista dos “dez mais” tuiteiros de Porto Alegre no Twitter Grader. O site dá nota até 100 aos tweeters considerando um algoritmo. Pesquisei por “Porto Alegre, RS” e o Alec por “Porto Alegre, Brasil”.  Os resultados ficaram um pouco diferentes, mas me parecem mais pertinentes que os resultados do Twitterholic.

O cálculo utilizado pelo Grader considera cinco fatores: número de followers, poder dos followers (ter um seguidor com nota maior pesa), atualizações, frequência de uso, proporção de seguidores e seguidos, retuitadas (para medir envolvimento).

Na pesquisa por “Porto Alegre RS”, o Piangers (primeiro colocado) e a Zero Hora se mantiveram entre os cinco mais. Clique na imagem abaixo e confira:
twittergrader

Na pesquisa feita pelo Alec Duarte que considerou “Porto Alegre, Brasil”, a Zero Hora cai para sétima colocação e o Piangers para a quarta. Por outro lado, se faz justiça com o abduzeedo Fábio Sasso que entra em segundo. O primeiro colocado é o Haznos, um site bem legal feito por uma gurizada de vinte e poucos.
twittergrader2

E a Gisele Ramos que apareceu entre os dez mais do twitterholic? Gisele e seu blog Necessaire estão em 18° e 25° , respectivamente.

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