Como usar o Twitter – guia para jornalistas

Pauta e fonte recorrente para jornais impressos, telejornais e programas rádios, o Twitter decidiu falar diretamente com os interlocutores que mais repercutem a sua marca: os jornalistas.

Não é novidade para tuiteiros receber via microblog alertas de notícias, ainda que os sites de notícias sejam o destino daqueles que buscam entender o que está acontecendo – para além de 140 caracteres. Os jornalistas que sabem estabelecer um diálogo ativo entre seu meio e o twitter conseguem multiplicar o alcance de um link.

Ciente desta relação, o Twitter resolveu dar uma mão para os jornalistas e publicou um guia para Redações: reportagem, engajamento e publicação.
Confira os principais tópicos:

O link search.twitter.com foi substituído por uma url mais amigável twitter.com/search. Para quem conhece os atalhos do Google, o microblog recomenda usar uma linguagem muito parecida para encontrar o que procura.

O campo de busca agora oferece a opção de busca avançada por palavras, pessoas e lugares.

Se um termo é recorrente nos temas abordados pela reportagem, pode-se salvar buscas e criar um atalho para repetir a filtragem.

Para pesquisar tweets antigos, o melhor recurso – segundo o guia – não é a ferramenta de busca do microblog e sim o buscador Topsy. O buscador mostra no caso da busca por “Bin Laden” mais de 100 páginas, incluindo tweets dos últimos cinco dias na primeira página e uma apresentação gráfica da citação do termo.

Para guardar um tweet importante para posteridade guarde o link permanente  ou tire um print do post específico, onde estará a hora exata que o tweet foi publicado, o serviço ou aplicativo usado para publicar (twitter.com, twitter para iPhone, tweetdeck, etc.) e uma amostragem dos usuários que retweetaram. Saiba como aqui.

Encontrar fontes

O Twitter selecionou três casos para mostrar o quanto o microblog pode ser útil para alertar uma notícia, localizar uma fonte ou rastrear manifestações coletivas.

O jornalista da NPR Andy  Carvin foi citado como exemplo de filtro e organizador de informações postadas sobre crises políticas na África e Oriente Médio, um espécie de “gatekeeper das mídias sociais”. Leia mais sobre o caso.

Jake Tapper foi citado como exemplo de uso do twitter para acelerar a produção de notícias. Entre a sua rede de amigos e de amigos de amigos, ele encontrou um entrevistado ideal para o programa Good Morning America.

Para o alerta de notícias e a recomendação do uso dos aplicativos mobile pelos jornalistas, o Twitter citou como exemplo o famoso tweet do pouso forçado sobre o Hudson . O fotógrafo Janis Krums  estava não só no local certo e na hora certa, mas com um celular conectado no Twitter.

Além destas orientações, o guia ainda traz orientações de como usar a marca Twitter em coberturas, especialmente de televisão.

aprenda também:
vocabulário do twitter
como bloquear um seguidor

Como melhorar buscas no Google

Conhecer a principal ferramenta de buscas e os seus atalhos pode facilitar ainda mais a vida dos usuários. A própria Google tem tutoriais com dicas úteis para poupar tempo e cliques. Quanto mais objetiva a busca, mais relevante o resultado.

E para facilitar e organizar ainda mais a nossa vida é que a Google criar serviços cada vez mais específicos. Uma lista deles pode ser acessada no site  Explore Google Search.

Pesquisas sob medida

Entre as funcionalidades mais populares do Google estão meteorologia, calculadora, sinônimos, definições, corretor ortográfico.
 Pesquisas avançadas

Opções da ferramenta para tornar a sua pesquisa ainda mais precisa por idioma, região, formato de arquivo, com ou sem termos específicos.


Pesquisa aperfeiçoada

Mantenha a simplicidade, seja coeso, descreva o que procura.  A ferramenta não distingue maiúsculas de minúsculas e nem pontuação.  Confira mais dicas aqui  e outras dicas avançadas como pesquisa de frases e  sites específicos neste outro link.

Entenda a página de resultado

Para facilitar a leitura dos resultados é bom entender como a ferramenta de busca organiza a apresentação dos resultados na tela.

Outros links úteis:

Busca de livros: Google Books
Busca de  blogs: Google Blogs
Busca de  artigos acadêmicos: Google acadêmico
Busca de vídeos: Google vídeos
Dados em gráficos: Google Public Data Explorer

Outros links úteis:  recursos de internet para jornalistas 

Como usar o Wordle – tutorial

Criar uma nuvem de palavras – wordle – pode ser super simples com a ajuda do site wordle.net. Como fazer:

1 – Clicar no botão “Create”
2 –  Colar ou digitar um texto no campo em branco.

3- Clique em “GO” e o site vai gerar uma imagem com as palavras do texto agrupadas

4- Se você não ficou satisfeito com a imagem gerada pelo site, é possível clicar em “Randomize” e produzir quantas imagens diferentes quiser. No menu superior pode-se editar o formato da letra, o layout, as cores.

5 – Ao chegar na imagem ideal, é preciso salvá-la. O site vai gerar um código html para que o usuário possa embedar a nuvem no seu ambiente. Veja o exemplo:

Wordle: amigos_santana

Este vídeo no YouTube explica , em inglês, a funcionalidade do wordle:

Teste de áudio

http://www.houndbite.com/player.swf

Protegido: Revista online

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Otimismo e inovação em jornalismo online

Na capital mundial de música ao vivo, em Austin, no Texas, uma vez por ano se reúnem executivos de mídia, jornalistas e pesquisadores para discutir tendências em jornalismo digital. A cidade não foi escolhida pela qualidade das músicas tocadas no happy hour, mas por abrigar a Escola de Comunicação da Universidade do Texas, referência no mundo em pesquisa empírica de jornalismo.

Organizada pelo professor universitário e diretor do Centro Knight para Jornalismo nas Américas, o brasileiro Rosental Calmon Alves, a edição de 2011 do Simpósio Internacional de Jornalismo Online trouxe inovação não apenas nos temas, mas também na seleção de convidados. Entre os presentes, um dos principais destaques foi um profissional de Tecnologia da Informação, o Filipe Fortes, que desenvolveu um software para publicação de notícias em dispositivos móveis (smartphones e tablets). Para jornalistas, a aproximação com a tecnologia se mostra de extrema relevância.

O otimismo dos palestrantes e as múltiplas possibilidades de engajamento com o público soaram como música aos ouvidos da plateia. O mercado norte-americano se recuperou e equiparou o número de contratações de 2010 em relação a demissões da crise de 2008. A experiência do Dallas Morning News e New York Times mostrou que os leitores fiéis não se importam em pagar por conteúdo. As mídias sociais aproximaram jornalistas da comunidade e a produção local desperta cada vez mais interesse. Essa composição nos traz a certeza de que o jornalismo se fortalece nas crises, até mesmo na da sua própria indústria.

Mais sobre o evento nos links abaixo:
Simpósio internacional discute inovações
Assista aos vídeos dos painéis

As apresentações compartilhadas

Online: o ponto da virada chegou

Desde 2004, o Pew Research Center survey data publica um estudo sobre o estado da mídia nos Estados Unidos, o State of the Media. O relatório divulgado na semana passada traz duas notícias significativas para o jornalismo: a opção por ler notícias na web cresceu nos últimos anos em relação a outros veículos e empresas de tecnologia começam a investir em produção de conteúdo próprio. A pesquisa foi realizada e se aplica aos EUA, mas o comportamento da audiência americana não demora a se refletir por aqui.

CONSUMO DE NOTÍCIA
Em dezembro de 2010, 41% dos americanos citaram a internet como o local para notícias nacionais e internacionais, 17% superior ao ano anterior.  Quando questionados sobre qualquer tipo de notícia, 46% afirmaram ler notícias na web pelo menos três vezes por semana, passando, pela primeira vez, a preferência pelo jornal impresso, que ficou em 40%.


NOVOS INTERMEDIÁRIOS
Google e Facebook são os novos intermediários de notícias, papel desempenhado pelas grandes empresas de mídia até então. Essas companhias agregam e conectam conteúdos por meio das ferramentas de busca e compartilhamento. E eles possuem o bem mais valioso: conhecem a  audiência e produzem conteúdos dirigidos (user-directed world).  Neste ponto há uma conclusão controversa: content is no longer king.

AGREGADORES
Depois de muitos anos investindo na tecnologia de agregar conteúdos, empresas onlines de tecnologia agora investem em produção de conteúdo. Só em 2010 a AOL contratou 900 jornalistas e depois demitiu 200 com a aquisição do HuffPost. Yahoo! também é citada como exemplo de reestruturação em 2010 por contratar dezenas de jornalistas e montar projeto de jornalismo nos EUA.

Mais sobre a pesquisa:
O relatório completo pode ser lido aqui, em inglês
Faça uma leitura interativa dos resultados

Whos owns the news media

Repórteres de guerra

Enviados especiais ao Egito e à Líbia, os repórteres de Zero Hora Luiz Antonio Araújo e Humberto Trezzi relatam os momentos de tensão que viveram no Oriente Médio. Assista ao vídeo

Provinha de boas-vindas!

Bem-vindos à aula de Jornalismo online 2. Neste primeiro dia nós vamos:
+ fazer a apresentação da turma via perfil nas redes sociais
+ contratar o plano de aula do semestre – atividades práticas, conteúdos teóricos e leituras obrigatórias
+ um teste simples de nivelamento de conhecimentos
+ relembre e estude a história e as três gerações da web em especial da Zero Hora

Gabarito:
questão 1
web e rádio
tv, impresso e web
web diretamente, demais indireto
tv, rádio e web
todos

questão 2 – B
questão 3 – C
questão 4 – B
questão 5 – A
questão 6 – A
questão 7 – A

O futuro do jornalismo: filtro de informações

Evento organizado pelo El País, em Madrid, nesta quarta-feira, colocou em debate o futuro do jornalismo. A proposta era discutir a reportagem e os veículos em tempos de Wikileaks e outros vazamentos. Conclusão: os meios de comunicação têm a responsabilidade de selecionar o que deve ser publicado, desconsiderando informações que possam colocar vidas em risco.

O debate reuniu diretores dos cinco jornais que receberam o material do Wikileaks vazado do Departamento de Estado norte-americano. No painel, estavam os dirigentes do El País, The New York Times, Le Monde, The Guardian e Der Spiegel.

Georg Mascolo, do Der Spiegel, defendeu a publicação de documentos secretos, desde que com avaliação de riscos e interesses.

_ Nós não nos propomos a publicar o conteúdo como recebemos, porque eles não eram auto-explicativos. A segunda razão foi que percebemos que  tinham as informações, como nomes, para serem mantidos em segredo.

Bill Keller, do New York Times, contrapôs a ideia de que o caso Wikileaks seja o maior acontecimento dos últimos tempos. Para ele, os vazamentos são apenas mais um sintoma da era da internet.

_ Não creio que o WikiLeaks tenha inventado uma nova era no jornalismo _ afirmou o diretor.

Sylvie Kauffman, do Le Monde, argumentou que o caso wikileaks é um exemplo da ligação crucial entre a imprensa e a democracia.

_ O jornalismo não mudou fundamentalmente, mas o wikileaks colaborou muito para os nossos esforços em conseguir uma maior transparência.

Alan Rusbridger, do The Guardiandefendeu o jornalismo gratuito na internet, pois quanto mais audiência, mais poder e influência. Para ele, o vazamento do dados também é um indicativo de poder:

_ A importância disso é que o poder do WikiLeaks, e outras organizações, é que eles podem ignorar o poder dos governos para publicar essas informações.

Não foi o jornalismo participativo que apequenou os textos autorais de jornalistas. Nem será o Wikileaks que acabará com os repórteres investigativos. Quiçá com a nossa vida útil, reles editores.

Leia a reportagem no El País
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