Quem nunca perdeu um prazo por se distrair com um site na web enquanto deveria concluir um trabalho? Ou quantos alunos não perdem uma disciplina por não conseguir manter o foco na aula? Eu, pelo menos, tenho dificuldade em focar por muito tempo em uma leitura online, sem me render a um hiperlink e a outro, a ponto de esquecer o ponto inicial.
Porque não desligar a ligação ao mundo online durante os minutos necessários para que possamos acabar um trabalho sem distrações? Tipo um compromisso de minutos ou duas horas sem ligação à rede. Pode ser muito difícil, a não ser que a abstinência seja programada. Ou seja, não dependerá apenas da nossa força de vontade, que muitas vezes não é de ferro.
O Fred Stutzman implementou isso em um aplicativo, freeware chamado Freedom. Esta aplicação desliga a nossa ligação à rede (sem fios ou ethernet) durante um período à nossa escolha até um máximo de 3 horas. Para a repor temos duas opções, ou deixar o período estipulado chegar ao fim (com o restabelecimento automático da ligação) ou reiniciar o computador.
Não me interpretem mal: não estou em uma campanha para desconectar o mundo. A web está “embedada” na minha vida de tal forma que nem consigo me lembrar como eu consegui viver sem ela. No entanto, como ela nos fornece respostas imediatas, nos dá a falsa impressão de que podemos saber de tudo. Mas para conhecer é preciso parar, refletir e pensar.
O único problema é que o Freedom só funciona em MACs, pelo menos por enquanto. Ou seja, os usuários de PCs só poderão contar com a força de vontade. E aí, aceita o desafio?
- Teoria de Marshal McLuhan – o meio é a mensagem – leitura McLuhan, Marshall. Os meios de comunicação como extensões do homem – páginas: 21-50 (pastanet)
- Características do veículo online e modelos de coberturas – Guia de Estilo, Luciana Moherdaui – pg 145-165 (xerox e biblioteca)
- Ebook Jornalismo 2.0: como sobreviver e prosperar pgs 10-34 (pastanet)
- Hipertexto – Tecnologias da Inteligência – Levy, Pierre pg 21 a 41
Quem preferir fazer uma pauta no campus, neste final de semana está acontecendo a Copa da Unisinos. A programação não prevê nenhuma atividade nesta noite, mas é possível fazer uma bela pauta de comportamento com as delegações de universidades do Mercosul. Elas disputam medalhas e troféus em 11 modalidades. A maior delegação é a da Universidade de São Paulo (USP), com 180 membros.
Ação You Pop, You Rock promovida pela Sony Music Brasil usando o canal participativo do You Tube. Uma promoção da Sony, com apoio da Tim, que teve mais de um milhão de views, mil vídeos enviados e 18 selecionados. Agora, os internautas podem votar. Confere aí:
Quem é da geração dos anos 70/80 vai se divertir à beça com esse videoclipe. É o rap do PAC-MAN ou no bom português do come-come. Bons tempos em que os jogos do Atari eram os nossos grande desafios.
O site de celebridades OMGICU é um produto diferente. Na verdade, é uma plataforma a ser abastecida com mensagens de texto com tweets sobre o paradeiro de famosos. A ideia de Hugh Dornbush foi aproveitar a fascinação das pessoas por fofoca, a onda de conteúdo participativo e o lucro do mobile. Por enquanto, a troca de mensagens entre usuários só está em funcionamento em Nova York. Mas no site, já há um aviso que em breve o serviço estará em outras cidades dos EUA. Será que essa moda pegaria aqui no Brasil?
Há um potencial publicitário nas redes sociais. Muitas empresas de marketing já sacaram esse nicho de mercado e tentam lucrar com ele. A moda agora é vender “pacote de amigos” no Facebook e Twitter. Os serviços: ampliar número de seguidores no Twitter, vender de colocação na primeira página de sites de relacionamento e comprar amigos no Facebook.
A australiana «uSocial» é uma destas empresas que descobriu o potencial que as redes sociais têm como ferramenta de publicidade. No entanto, encontrar as pessoas certas a quem se dirigir é uma tarefa complicada . A «uSocial» tem disponíveis pacotes para o Facebook entre 1000 e 10 mil amigos, com preços que vão desde os 177 dólares (124 euros) a 1.167 dólares (820,59 euros).
É como se você contratasse alguém para bombar o seu perfil no Facebook. A empresa envia uma mensagem a potenciais consumidores ou público-alvo de seus clientes. A partir daqui fica ao cargo do cliente e do “amigo” decidir se querem adicionar-se ou não. Ou seja, a empresa não acompanha a evolução do relacionamento.
Fico pensando se os princípios das redes sociais não se deturpam com estas ações de marketing. Redes sociais pressupõem diálogo direto entre dois atores, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas. Será que um terceiro ator entre as duas partes não prejudica o diálogo genuíno? Rede é confiança, compartilhamento, troca, criação, aprendizado, autenticidade.
De que adianta ter milhares de amigos, se não dou a eles a atenção que precisam? Mais do que empresas que ajudem a encontrar público-alvo, é preciso orientar empresas a dialogar com seus “amigos”. Um fluxo de mão única não se sustenta nessa nova realidade social. Na minha opinião o que falta é pensar menos em recorde de “followers” e mais em qualificação de relacionamentos na rede.
A professora Ana Bambrilla, da Famecos, PUCRS, apresentou um case muito legal no Intercom neste final de semana. A faculdade adotou para aprimorar o diálogo com a comunidade e o público-alvo a campanha “Eu Sou Famecos”, uma ação de Social Media Optimization.
Quem quiser conferir os slides da apresentação estão aqui: